Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

2013 começa com “UMinho Open Access Seminar”

Ao contrário da rotina brasileira, na Europa e, mais especificamente em Portugal, a rotina é bem diferente da nossa, uma vez que, logo no mês de fevereiro,  a Universidade do Minho promoverá o “UMInho Open Access Seminar“. Trata-se de um evento em que serão discutidos os projetos OpenAIRE e MedOANet.

A Universidade do Minho está organizando este evento, que irá incluir as reuniões formais de ambos os projetos e um dia de seminário com sessões sobre políticas de acesso aberto, ciência aberta, interoperabilidade e infraestruturas para a investigação. Portanto, trata-se de uma excelente oportunidade para conhecer as iniciativas portuguesas e européias relacionadas com o Open Access.

  • O MedOANet European Workshop  reunirá tomadores de decisão chaves  e os  membros dos Grupos de Trabalho dos seis países do Mediterrâneo: Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Turquia.  Este evento contará com a contribuição de experts em acesso aberto e representantes de organizações e iniciativas internacionais relevantes. Do workshop irá resultar um documento com as conclusões/recomendações sobre como implementar políticas de acesso aberto em sintonia com as recomendações da Comissão Europeia e coordenadas com outras iniciativas de acesso aberto a decorrer nos seis países do sul da Europa participantes no projeto.
  • OpenAIRE workshop centra-se na interoperabilidade entre infraestruturas de pesquisa para repositórios de publicações e dados científicos. Um marco do projeto OpenAIRE é a compreensão de como os repositórios de dados podem comunicar com outros sistemas e, definiu como objetivos principais do workshop: 1) a disseminação das diretrizes do OpenAIRE, que irá incluir uma discussão sobre iniciativas nacionais e identificação de outras atividades que envolvam dados científicos; 2) uma discussão técnica sobre os desafios e abordagens que o OpenAIRE tem desenvolvido sobre interoperabilidade. Neste contexto estarão presentes representantes de fontes de dados selecionadas, que irão abordar formas de integrar sistemas, os desafios envolvidos e as prioridades. Outros tópicos de discussão incluem formatos de metadados, estatísticas, identificadores únicos, etc.

Considerando que o evento prevê atividades abertas ao público, trata-se de uma excelente oportunidade para realizar contatos e também se inteirar das tecnologias e iniciativas que estão sendo desenvolvidas na Europa. Certamente, há muito que se aproveitar.

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dezembro 11, 2012 Posted by | artigo, Evento | , , , , , , | Deixe um comentário

Webinar livre sobre Repositórios

Não percam esta excelente oportunidad. O projeto NECOBELAC – Networke of Collaboration Between Europe and Latin American-Caribbean Countries realiza este webinar de forma cooperativa com o Repositories Support Project (RSP) com o propósito de promover o desenvolvimento de repositórios na Europa e América Latina. Este webinar servirá como  um  curso de treinamento: Após o webinar, de acordo com a estratégia do projeto NECOBELAC, os participantes serão fortemente encorajados a disseminar a informação apresentada aos seus pares e aos pesquisadores em todos as áreas do conhecimento. Vejam e obtenham maiores informações no sítio:

FREE Webinar: Repositories: management, policies and best practices

Para maiores informações contate a Sra. Nancy Pontika ou por telefone: +44 (0) 115 846 7544 .

Ou, alternativamente, contate  RSP Support

junho 29, 2012 Posted by | Evento | , , , , , , | Deixe um comentário

Aprenda a construir um Repositório

Este webinar é co-patrocinado pelo projeto NECOBELAC (Rede de Colaboração entre países da Europa e América Latina-Caríbe) e do Projeto de Suporte a Repositórios (RSP) e tem como objetivo promover e fomentar o desenvolvimento de repositórios na Europa e América Latina. Este webinar servirá  como um curso de formação, após a webinar, de acordo com a estratégia NECOBELAC, os participantes são fortemente incentivados a divulgar as informações apresentadas tanto para seus colegas e para as partes envolvidas com a comunicação científica em suas diversas áreas do conhecimento.

Reservas:

Reserve a sua vaga no evento.

Contato:  Para maiores informações contate Nancy Pontika, telefone:   +44 (0) 115 846 7544

Ou alternativamente, por email ao RSP Suport.

junho 15, 2012 Posted by | artigo | , , , | Deixe um comentário

OA: medidas concretas para proteger a propriedade intelectual

US OSTPApresento, a seguir, mais uma das respostas dadas por Stevan Harnad ao questionamento do OSTP (RFI). Para facilitar o entendimento e tornar a tradução mais clara, utilizarei o termo pesquisa científica em lugar do termo “artigo revisado por pares proveniente de pesquisa financiada com recursos públicos”. Da mesma forma, utilizarei o termo revistas científicas com o entendimento de que são revistas que adotam a revisão por pares no processo de seleção e publicação de artigos científicos. Da mesma forma para evitar retições desnecessárias usarei a frase “mandato/política de acesso livre Verde” com o entendimento de que se trata de “mandato/política de acesso livre aderente à estratégia da via Verde (Green OA), ou seja, a estratégia que preconiza o auto-arquivamento de artigos científicos”.

Que medidas concretas podem ser tomadas para proteger os interesses de propriedade intelectual dos editores, cientistas, agências federais e outras partes interessadas envolvidas com a publicação e difusão de artigos científicos?

Cientistas: Com a  adoção de um mandato/politica de acesso livre Verde  os interesses de propriedade intelectual dos cientistas continua  protegida exatamente como ela esta agora: os cientistas retêm a autoria de seu trabalho. Os Uso e citações devem ser atribuídos. Isso é tudo o que os cientistas necessitam, uma vez que nunca publicaram os seus artigos com o interesse em obter lucros provenientes das receitas de royalties da venda de seus artigos às revistas científicas.  O único interesse/objetivo era que os seus artigos científicos  fossem acessados​​, lidos, utilizados, aplicados e que novas pesquisas e aplicações fossem desenvolvidas a partir deles, contribuindo para aumentar o seu fator de impacto da pesquisa e promovendo o avanço da pesquisa científica.  É também por esta razão que no sistema de avaliação de desempenho da pesquisa, por intermédio do fator de impacto das pesquisas,   os pesquisadores são recompensados ​​com o aumento do emprego, salário, promoção, gestão, financiamento de pesquisas, prêmios e outras honrarias.  É também por meio do incremento no fator de  impacto da pesquisa – e progresso das pesquisas científicas / aplicações – que os contribuintes são reembolsados pelo investimento no financiamento da científica. A obrigatoriedade de acesso aberto maximiza o fator de impacto da pesquisa.

Agências de fomento : A adoção de mandato/política de acesso Verde  assegura a maximização dos interesses de propriedade intelectual e investimentos das agências de fomento, por intermédio da garantia de que os artigos científicos sejam acessíveis a todos os potenciais usuários e não apenas para aqueles cujas instituições podem ter o acesso por meio de assinaturas das revistas científicas. O resultado é que a  assimilação, uso, aplicaçõeses e fator de impacto dos artigos científicos provenientes de pesquisas científicas  são maximizadas.

Outras partes interessadas: Com a adoção de mandato/política de acesso livre Verde,  as outras partes interessadas e beneficiárias são: (1) a pesquisa em si – a sua evolução, aplicações e fator de impacto, (2) os pesquisadores, instituições (3) a pesquisa, (4 ) as agências de fomento à pesquisa (5), a vasta indústria de P & D, (6) os alunos (7) os professores , (8) o mundo em desenvolvimento, os jornalistas, (9) a ciência e os contribuintes  cujos impostos financiam a pesquisa para o benefício de quem a pesquisa é conduzida.

Observe que o real interesse aqui não é a “propriedade intelectual”, mas a acessibilidade à pesquisa, assimilação, uso, aplicações e progresso da ciência.

Editores: Com a adoção de mandato/política de acesso livre Verde, os interesses de propriedade intelectual dos editores estão protegidos por meio da cessão, por parte do autor, do direito exclusivo de vender o acesso à edição impressa e em linha  da  versão-de-registro da editora.

Se e quando o acesso em linha gratuito à versão final do autor, eventualmente, provocar cancelamentos de assinaturas, tornando-as insustentáveis como meio de cobrir os custos de publicação, os editores podem cortar custos obsoletos, eliminando totalmente o acesso em linha e a edições impressas (para o quais não não haverá mais uma demanda sustentável, se e quando as assinaturas não forem mais sustentáveis) , transferindo todo o acesso e prestação de serviço de arquivamento para a rede mundial de repositórios de institucionais de acesso livre. O único custo essencial remanescente é o de revisão por pares em sí dos artigos submetidos será, que as instituições não terão dificuldades de pagar – modelo “autor-paga” usualmente adotado, hoje, pelas publicações que aderiram à estratégia da via Dourada – a partir de uma fração de sua eventual economia anual obtida a partir do cancelamento das assinaturas de revistas científicas.

 

Hoje, no Brasil, quase todas as universidades que estão tentando implantar os seus repositórios institucionais vêm encontrando dificuldades devido à forte resistência que as suas Procuradorias Jurídicas fazem por intermédio de exigências excessivas devido ao receio de que as editoras venham interpelar as respectivas universidades. É preciso fazer os advogados, usualmente provenientes da Advocacia Geral da União entenderem que o auto-arquivamento é uma prática que já se tornou usual em todo o mundo e que mais de 60% das editoras permitem este auto-arquivamento. É importante também que as políticas institucionais de informação tenham o cuidado de observar que a obrigatoriedade de depósito deve se restringir aos artigos científicos e que aqueles que possuam restrição de acesso e divulgação devem manter-se de acesso restrito com a facilidade do uso do botão “fair dealing” que existe tanto no software Dspace quanto no Eprints. São detalhes que devem ser muito bem explicados aos advogados das Procuradorias Jurídicas.

Infelizmente não tenho poderes para criar uma norma geral nacional a respeito desta questão. Mas, seria interessante que a Advocacia Geral da União expedisse uma norma nesse sentido de forma a facilitar a vida das universidades. Esta é uma questão institucional.

janeiro 16, 2012 Posted by | artigo | , , , , , | Deixe um comentário

A importância do Open Access para o Brasil

O problema

A informação científica é o insumo básico e crucial para o desenvolvimento das pesquisas científicas. A informação científica é o resultado dessas pesquisas e é publicada em revistas com revisão por pares, também denominadas revistas científicas. O tradicional sistema da comunicação científica, do qual emerge a informação cientifica, beneficia preferencialmente as revistas científicas publicadas em língua inglesa e, principalmente, aquelas publicadas em países desenvolvidos. Como resultado, países como o Brasil e outros em desenvolvimento, têm sido prejudicados por esse sistema. A título ilustrativo, em 2007, serviços de indexação como o ISI, indexavam 63 revistas publicadas no Brasil. Em 2008, este número saltou para 102 revistas. Existem hoje, no mundo, cerca de 30 mil títulos de revistas científicas. Deste total, o ISI indexa cerca de 10 mil títulos. Isto mostra a visibilidade das pesquisas brasileiras junto a comunidade científica internacional. Ou seja, a visibilidade da pesquisa brasileira se resume àquilo que é publicado nas revistas científicas comerciais, que são as que oferecem maior fator de impacto.

Esta pouca visibilidade da ciência brasileira conseqüentemente limita as possibilidades de promoção da inovação e do intercâmbio científico e tecnológico.

Além disso, não custa relembrar que a comunidade científica vive sob o impacto da crise dos periódicos científicos, fruto dos crescentes aumentos nos custos das assinaturas das revistas científicas. Segundo a ARL – Association of Research Library, a associação das bibliotecas universitárias americanas, no período de 1986 a 2006, as suas bibliotecas tiveram um incremento nos custos de manutenção de periódicos de 381%. Nesse mesmo período o incremento no índice de preços ao consumidor foi de 78%. A Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES gastou no ano de 2010, para manter as assinaturas das revistas do seu Portal de Periódicos, o montante de US$ 61 milhões de dólares.

Potencial alternativa de solução

Em conseqüência da crise dos periódicos científicos, a comunidade científica international lançou um movimento denominado Open Access (OA). Open Access significa: 1) acesso em linha (online) à produção científica; 2) acesso livre de custos à produção científica; 3) acesso imediato à produção científica; 4) acesso permanente à produção científica.

Acesso livre (OA) a quê? Acesso livre aos cerca de 2,5 milhões de artigos que são publicados anualmente em 28 mil títulos de periódicos científicos. Não se incluem nesse acervo os livros, romances, obras de arte e outras obras, que normalmente são objetos de comercialização ou de interesse lucrativo por parte de seus autores.

As estratégias recomendadas pelo OA são: 1) promover o auto-arquivamento dos resultados das pesquisas científicas, publicados em revistas com revisão por pares, em repositórios de acesso livre, também denominada de via Verde; 2) promover a construção e conversão de revistas científicas comerciais em revistas de acesso livre, também denominada de via Dourada.

Das duas estratégias, aquela que oferece melhor relação custo/benefício é a estratégia da via Verde. A estratégia da via Dourada é muito cara e depende dos editores científicos. Portanto, a estratégia mais viável, uma vez que depende unicamente dos pesquisadores e de suas instituições, é a estratégia da via Verde. Acredita-se que, hoje, cerca de 30% da produção científica mundial esteja em acesso livre.

Benefícios

Após 11 anos do seu surgimento, a estratégia da via Verde vem mostrando, conforme estudos realizados por Stevan Harnad e seus colaboradores, que os resultados de pesquisa depositados em repositórios digitais de acesso livre obtêm maior visibilidade do que os resultados que não estão disponíveis para acesso livre.

A estratégia da via Verde se adotada por todas as instituições de ensino superior e de pesquisa promoveria, de forma sistemática, o registro da produção científica brasileira, uma vez que grande parte da pesquisa brasileira é financiada com recursos públicos e são desenvolvidas nas instituições de ensino superior e de pesquisa. Em consequência, mais do que maximizar a visibilidade das pesquisas, as seguintes possibilidades emergiriam:

1. Geração e fornecimento de serviços de informação com valor agregado;

a. Mineração de dados;
b. Serviços de alerta para a inovação;
c. Disseminação seletiva da informação;
d. Serviços de informação customizados para a necessidade do usuário;

2. Geração e fornecimento de indicadores estatísticos necessários ao planejamento da ciência e tecnologia;
3. Preservação da memória científica brasileira;
4. Certificação dos dados informados na plataforma Lattes;
5. Fornecimento de acesso à produção científica brasileira em acesso livre;
6. Subsídios para a avaliação de desempenho dos pesquisadores e das instituições de ensino e pesquisa brasileiras;
7. Identificação de grupos e redes de pesquisadores;

Enfim, a via Verde se amparada por diretrizes de governo, transformando-a em política pública, seria capaz de gerar e fornecer uma diversidade de indicadores estatísticos e serviços de informação capazes de suprir à “notável fragilidade em transferir conhecimento ao setor produtivo”, conforme identificou o Prof. Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em artigo publicado no Jornal da Ciência, do dia 08 de Novembro de 2011, sob o título: “Inovação e a cobra que mordeu o rabo”.

novembro 23, 2011 Posted by | artigo | , , , , , | 3 Comentários

OA: tentando esclarecer conceitos II

Continuando nesta série de posts em que tento esclarecer os conceitos dos termos que aparecem no contexto do Open Access, em atenção a um comentário da colega Asa Fujino, tentarei conceituar as bibliotecas digitais (BD) e os repositórios digitais, uma vez que no post passado eu ousei tentar definir uma classificação de repositórios digitais, mas não fiz a devida conceituação desses repositórios.

As bibliotecas digitais ou digital libraries (DL) possuem diversas terminologias na literatura especializada, tais como: bibliotecas eletrônicas, bibliotecas virtuais, bibliotecas sem parede, bibliotecas do futuro. No meu entendimento, todas essas terminologias referem-se a um mesmo objeto, os sistemas de informação gerenciadores de acervos.

No caso de bibliotecas eletrônicas, essa denominação faz referência à tecnologia em que o sistema foi desenvolvido.

Da mesma forma, as bibliotecas digitais recebem esse nome pelo fato de armazenarem as coleções na forma digital.

As bibliotecas virtuais, por outro lado, referem-se aos sistemas desenvolvidos por meio de tecnologias de realidade virtual. Segundo Roy Tennant uma biblioteca digital ou eletrônica pode ser uma biblioteca virtual se elas existirem apenas virtualmente, ou seja, a biblioteca não existe na vida real.

Existem outras definições para bibliotecas digitais, das quais, destaca-se uma adotada pelo projeto Digital Library Initiative – Phase II:

“the concept of a ‘digital library’ is not merely equivalent to a digitised collection with information management tools. It is rather an environment to bring together collections, services, and people in support of the full live cycle of creation, dissemination, use, and preservation of data, information, and knowledge.”

O conceito de biblioteca digital não é meramente equivalente a uma coleção digitalizada com ferramentas de gestão da informação. Mas sim, um ambiente que reune acervos, serviços e pessoas no apoio ao completo ciclo de vida da criação, difusão, utilização e preservação de dados, informações e conhecimento.

Trata-se, portanto, de um conceito mais abrangente identificando todos os componentes de uma biblioteca digital. E, nesse conceito cabe uma série de sistemas de informação, inclusive, um repositório digital.

Segundo Dagobert Soergel, em um texto intitulado “Digital Libraries and Knowledge Organization”, o termo Digital Library é usado para se referir a uma gama de sistemas, de repositórios de objetos digitais e metadados, sistemas referenciais compostos de links, arquivos e sistemas de gestão de conteúdos a sistemas complexos que integram serviços avançados de biblioteca digital em apoio à comunidades de pesquisa e prática.

Soergel define também que uma DL que fornece acesso a apenas uma coleção é chamado de repositório digital. As funções de um Repositório incluem a aquisição de documentos, armazenamento seguro e preservação, controle de versão, localização de documentos, e apresentação do documento.

Verifica-se na argumentação de Soergel que os repositórios digitais são um caso particular de bibliotecas digitais.

Dentre as definições encontradas na web, existe uma definição dada pela Association of Research Library (ARL), que diz:

“Há muitas definições para o termo Digital Library. Os termos biblioteca electronica e biblioteca virtual são sempre utilizadas como sinônimos. Os elementos identificados como comuns nessas definições são:

• a DL não é uma simples entidade;
• a DL depende do uso da tecnologia para integrar os recursos de muitas;
• as conexões entre as diversas DL e os serviços de informação são transparentes aos usuários finais;
• o acesso universal às DL e aos serviços de informação é a sua meta; e
• as coleções mantidas pelas DL não se limitam às referências dos documentos : eles se estendem aos artefatos digitais que não podem ser representados ou distribuídos em formato impresso.

De todas as definições apresentadas, o que se pode depreender é que uma biblioteca digital pode ser um simples sistema de informação para armazenamento e recuperação de teses e dissertações, assim como o repositório digital pode ser também um repositório de teses e dissertações. Tudo é uma questão de escolha do proprietário do sistema de informação. As definições apresentadas dão suporte a dizer que a web é uma grande biblioteca digital porque são diversas bibliotecas digitais interconectadas. Mas, o mesmo não se pode dizer com relação ao repositório digital. Este serve a um propósito específico.

É interessante esta discussão, pois, o texto de Dagobert Soergel traz um quadro indicando os pacotes de software para construção e gestão de bibliotecas digitais, e nele, encontra-se relacionado o software Dspace, que algumas pessoas imaginavam servir apenas à construção e gestão de repositórios institucionais. Soergel corroborou com o pensamento e convicções deste blogueiro, o Dspace serve para construir repositórios digitais, assim como, para construir qualquer outro tipo de bibliotecas digitais.

Prezados colegas, caso encontrem alguma incoerência nos conceitos apresentados ou discordem das minhas colocações, estimulo-os a deixar um comentário neste blog ou então escrevendo-me para o email:alokura2010@gmail.com.

setembro 14, 2011 Posted by | conceitos | , | 4 Comentários

Guia de software para Repositórios Digitais

Cada dia mais eu me convenço de que só não constrói repositórios institucionais ou centrais quem não quer. Não há desculpas. As universidades estão todas conectadas ao backbone da RNP, além de terem um parque computacional suficiente para construir o seu repositório institucional. Além disso, vejam que manual interessante: A Guide to Institutional Repository Software.

Este guia elaborado pela OSI – Open Society Institute foi editado em 2004. Portanto, não se trata de um guia muito atualizado, mas apresenta uma relação de nove pacotes de software para a construção e gestão de repositórios digitais. Hoje, certamente, esta lista já deve ser bem maior do que os 9 pacotes de software apresentados: Archimede, ARNO, CDSware, DSpace, Eprints, Fedora, i‐Tor, MyCoRe, OPUS.

Portanto, além dos pacotes já bem conhecidos como Dspace e Eprints existem 7 outros software. Aproveitem.

maio 23, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , , | 2 Comentários

Repositórios OA

Existem, hoje, diversos repositórios OA, em todo o mundo oferecem acesso livre a uma grande quantidade de registros, senão vejamos alguns exemplos retirados do sítio ROAR tais como:

Repositórios Centrais ou Temáticos

PubMed Central = 2.058.812 registros
CiteSeerx = 1.441.362 registros
RePEc = 1.115.458 registros
PubMed Central UK = 1.017.717 registros
ArXiv = 668.928 registros
TROVE = 620.445 registros
HAL (INRIA,França) = 221.230 registros

Repositórios Institucionais

Cambridge University = 210.156 registros
UCL Discovery = 203.674 registros
RI da Utrecht University = 198.413 registros
RI Southampton Univesity = 59.644 registros
RA U Porto = 16.573 registros
RepositoriUM = 10.811 registros

É importante verificar que os repositórios apresentados não representam a totalidade, mas apenas alguns exemplos. No Brasil, já existem, pelo ROAR, 99 repositórios, incluindo repositórios de teses e dissertações, Bibliotecas Digitais do Superior Tribunal de Justiça, do Senado Federal, assim como, repositórios institucionais de universidades e institutos de pesquisa, os quais apresento abaixo em ordem decrescente de registros. Os dados foram extraídos do sítio OpenDoar:

Universidade N.Regs
UFRGS

23.288

EMBRAPA

22.909

UNB

2.655

PUC-RJ

2.624

UFPA

455

UFBA

360

INT

289

UEPG

225

UFRN

182

UFES

101

UFG

97

UFMA

96

UFTPr

75

UMSCS

71

UFGD

51

UFF

50

UFMS

5

UFSC

4

abril 19, 2011 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

E-LIS completa 8 anos de sucesso e pioneirismo

Recebí um comentário da colega Simone Weitzel, no qual ela retransmite uma mensagem de Imma Subirats, Chefe Executiva e co-fundadora do repositório E-LIS.

No corpo da mensagem Imma encaminha algumas rápidas notícias, além de anunciar que 2011 é o ano em que será comemorado o 8º aniversário do repositório E-LIS.

E-LIS é um repositório temático na área de Ciência da Informação e Biblioteconomia. Foi, portanto, pioneiro em termos de repositório. Esse pioneirismo se reflete no fato de ter sido um dos primeiros repositórios temáticos e, único, na área de Ciência da Informação e Biblioteconomia. O pioneirismo é também em função do fato desta iniciativa contar com o apoio de uma rede de 60 editores espalhados por 44 países. Portanto, uma extensa rede que suporta e busca manter a qualidade do daquele repositório.

Até o ano de 2010, o repositório E-LIS era gerenciado pelo pacote de software Eprints. Neste finalzinho de 2010 e início de 2011 o repositório foi todo transferido para o software Dspace. Esta mudança foi proposta por razões de negócios e manutenção.

O repositório E-LIS é mantido sob os auspícios da organização AePIC – CILEA – Consorzio Interuniversitario Lombardo per L’Elaborazione Automatica [http://www.cilea.it/], que é subordinada à FAO – Organização Mundial de Alimentos e Agricultura, instituição filiada à ONU – Organização das Nações Unidas.

fevereiro 22, 2011 Posted by | Sem categoria | , , | 1 Comentário

Acesso Livre a 10 terabytes de patents e marcas

Quando se fala de acesso livre, normalmente, pensamos no acesso livre a artigos publicados em revistas científicas. Existe, no entanto, o acesso livre a dados, tanto a dados brutos de pesquisa, quanto a dados de patentes e marcas. O acesso livre não se refere apenas à informação científica, mas também à informação tecnológica. O exemplo deste post corrobora com este ponto de vista. Veja, abaixo, o anúncio do Google:

“Quando lançamos o Google Patent Search, em 2006, queríamos facilitar às pessoas entenderem o mundo das invenções, seja navegando em patentes curiosas quanto pesquisando  engenharia séria. Recentemente, nós também trabalhamos em uma série de facilidades de busca em dados de pesquisa provenientes de projetos de pesquisa financiados com recursos públicos, bem como em facilidades experimentais como o Public Data Explorer.

Há muitos lugares para procurar por patentes individuais – US Patent and Trademark Office e Google Patent Search são dois exemplos. Mas às vezes isso não é suficiente. Se você está tentando identificar tendências em matéria de inovação à longo prazo ou analisar todas as patentes relevantes para o seu invento, ele ajuda a ter todos os dados de patentes em mãos. Por exemplo, PatentLens de Cambia, organização sem fins lucrativos, que desenvolve uma análise tópica de informações sobre patentes, e eles só podem fazer isso com um conjunto completo de dados. Outros já experimentaram com uma variedade de conjuntos combinados de dados  em linha, tais como um mapa interativo que mostra os estados mais inovadores.

O problema é que uma grande quantidade de informações – da ordem de terabytes – e só poderia ser transferido, no passado, por meio de um DVD ou outros tipos de suportes com alta capacidade de armazenamento. Mas, com conexões de banda larga em ascensão, tanto  USPTO, quanto Google acham que é hora de ajudar as pessoas a baixar esse volume de dados diretamente.

É por isso que estamos orgulhosos de anunciar que USPTO e Google fornecem esses dados  livremente, veja o link http://www.google.com/googlebooks/uspto.html. Isso inclui todas as marcas e patentes concedidos, e aplicações publicadas – com texto completo e imagens. E no futuro nós estaremos fornecendo mais dados disponíveis, incluindo histórias de arquivos e dados relacionados.

Estamos ansiosos para continuar a trabalhar com o USPTO e outros organismos públicos para ampliar o acesso aos dados públicos. Leia o comunicado de imprensa oficial do USPTO aqui.” . Fonte: http://googlepublicpolicy.blogspot.com/

junho 3, 2010 Posted by | Sem categoria | , , | Deixe um comentário

BioMed Central se compromete a depositar artigos no repositório do MIT

Vejam abaixo anúncio em que o editor BioMed Central se compromete a depositar automáticamente no repositório da biblioteca do Massachusetts Institute of Technology. Isto será possível graças ao protocolo SWORD. BioMed Central é um editor especializado em editar revistas científicas de acesso livre. Este editor utiliza o modelo de negócios autor paga. Veja maiores detalhes desta parceria na matéria abaixo:
BioMed Central announcement
29 April 2010
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BioMed Central partners with Massachusetts Institute of Technology Libraries to deposit open access articles automatically using SWORD protocol

BioMed Central, the leading open access publisher, has worked with the Massachusetts Institute of Technology (MIT) Libraries to develop an automated system that uses the latest technology to automatically populate MIT’s digital repository, DSpace@MIT, with the official version of articles by MIT researchers that have been published in BioMed Central’s journals.

MIT’s faculty played a leading role in the movement toward increased access to research results. In March 2009 the Institute’s faculty unanimously adopted a campus-wide open access policy, signaling their commitment to making the published results of their work freely available.  The MIT Libraries, charged with implementing the policy, have begun to make articles available through the ‘MIT Open Access Articles’ collection in DSpace@MIT, the institutional repository managed by the Libraries.

DSpace@MIT contains the digital research materials of MIT faculty and researchers, including peer-reviewed scholarly articles, preprints, technical reports, theses and conference papers. Once saved in the online repository, materials can be searched and shared worldwide. Already, over 1,000 articles have been added to the ‘MIT Open Access Articles’ collection.

In order to make it easier for MIT authors to submit articles to DSpace@MIT, the MIT Libraries worked with BioMed Central to set up an automatic feed of MIT articles, using a version of the Simple Web-service Offering Repository Deposit (SWORD) protocol. The SWORD protocol allows the institutional repository to receive newly published articles from any of BioMed Central’s 200+ journals as soon as they are published, without the need for any effort on the part of the author and streamlining the deposit process for the repository administrator.

In describing the importance of the SWORD integration, Matthew Cockerill, BioMed Central’s Managing Director said, “Campus open access policies are hugely important, but the effort involved in compliance can be a major obstacle to their success. That is why we think that automated deposit has an important role to play. We hope that this pioneering work by BioMed Central in collaboration with MIT Libraries will encourage other institutions to work with us to establish similar automated feeds, and we encourage other publishers to adopt a similar approach.”

Media Contact
Matt McKay
Head of PR
BioMed Central

Tel:  +44 (0)20 3192 2126
Mob: +44 (0)7825 257 423
Email: matthew.mckay@biomedcentral.com

Notes to Editors:

1. BioMed Central’s SWORD deposit service http://www.biomedcentral.com/info/libraries/sword

2. DSpace@MIT  http://dspace.mit.edu/

3. MIT’s open access policy http://web.mit.edu/newsoffice/2010/open-access-policy.html

4. BioMed Central (www.biomedcentral.com) is an STM (Science, Technology and Medicine) publisher which has pioneered the open access publishing model. All peer-reviewed research articles published by BioMed Central are made immediately and freely accessible online, and are licensed to allow redistribution and reuse. BioMed Central is part of Springer Science+Business Media, a leading global publisher in the STM sector.

abril 29, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , | Deixe um comentário

Toda a poesia de VINICIUS DE MORAES

Vejam na Biblioteca Brasiliana da USP toda a poesia de Vinicius de Moraes.
A BRASILIANA USP é um projeto da Reitoria da Universidade de São Paulo que permitirá o acesso para a pesquisa e para o ensino a maior Brasiliana (coleção de livros e documentos de e sobre o Brasil) custodiada por uma universidade em escala mundial, tornando-a disponível na rede mundial de computadores (internet). Concebido pelo prof. István Janscó (in memoriam), sob a coordenação do prof. Pedro Puntoni, o projeto BRASILIANA USP implica, portanto, a permanente interface entre as atividades fins da USP – formação de quadros, pesquisa e divulgação de resultados – articulados por um vetor estratégico de alcance nacional.

Trata-se de uma iniciativa aderente ao movimento do acesso livre ao conhecimento científico e cultural.

abril 27, 2010 Posted by | Sem categoria | , | Deixe um comentário

Nova oportunidade para construção de seu repoositório

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) abre nova oportunidade para as universidade e unidades de pesquisa desenvolverem e implantarem os seus repositórios institucionais. Veja abaixo a chamada publicada hoje no Diário Oficial da União.
A Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais –
FUNCATE, torna público o Edital de Chamada FINEP/PCAL/XBDB
nº 003/09, que tem como objetivo: Apoiar projetos de implantação de
repositórios institucionais (RI) nas instituições públicas (federais, estaduais e municipais) de ensino e pesquisa e sua integração ao Portal
Oásis.Br, com vistas a possibilitar o registro e a disseminação da
produção científica destas instituições e proporcionar maior visibilidade
a sua produção científica, em conformidade com o Edital

dezembro 11, 2009 Posted by | Sem categoria | , , , , | 2 Comentários

Bibliografia sobre Repositórios Institucionais

Em celebração à semana do acesso livre, uma organização chamada Digital Scholarchip está lançando uma nova versão do Institutional Repository Bibliography.

Esta bibliografia apresenta mais de 620 documentos (artigos selecionados em língua inglesa, livros e outros textos-fonte acadêmicos) que são utilizados no entendimento de repositórios institucionais. Embora o tópico repositórios institucionais tenha intersecção com o acesso livre à comunicação científica, esta bibliografia se restringe trabalhos relacionais com respositórios institucionais. Acesse esta bibliografia por intermédio do link:

http://digital-scholarship.org/irb/irb.html

A maioria dos textos-fonte foram publicados entre 2000 e o presente momento. Um limitado número de fontes-chave publicados antes de 2000 foram incluídos. Sempre que possível, links são fornecidos para e-prints em arquivos temáticos (repositórios temáticos) e repositórios institutionais.

outubro 20, 2009 Posted by | Sem categoria | , , , | 1 Comentário

BDTD ultrapassa a marca das 100 mil teses e dissetações eletrônicas

A Biblioteca digital brasileira de teses e dissertações (BDTD) ultrapassa a marca das 100 mil teses e dissertações eletrônicas texto completo.  Esta marca deve ser creditada ao trabalho incansável de Sueli Maffia, do Gabriel Franklin e da equipe da Unicamp que nos últimos dias fizeram um verdadeiro tour de force para incluir todas as teses e dissertações daquela universidade. A todas as duas equipes os meus agradecimentos. Vale ressaltar que o grande beneficiário desse trabalho é a comunidade científica que ganha o acesso a esse precioso acervo. Um outro fator muito importante a destacar é que esse feito só foi possível porque as duas instituições, Unicamp e Ibict, persistiram e manteve a conformidade com os padrões definidos no âmbito da BDTD.

junho 10, 2009 Posted by | Sem categoria | , , , | Deixe um comentário

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