Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

4 RI brasileiros entre os 10 primeiros RI da América Latina

Finalmente, começam a aparecer os resultados de um esforço realizado pelo IBICT e algumas das principais universidades brasileiras em prol do Acesso Livre. Na última publicação do ranking  da América Latina de Repositories Institucionais, julho de 2013, o RI LUME da UFRGS aparece em 1. lugar  nessa classificação, assim como a biblioteca digital de teses e dissertações da USP aparece em 6. lugar e a biblioteca digital de teses e dissertações da UFPr aparece em 8. lugar, o RI da UFSC aparece em 10. lugar, o RI da PUC-RJ (Maxwell) aparece em 14. lugar e o RI da Unicamp aparece em 15. lugar. Já no ranking mundial, esses repositórios aparecem respectivamente, em 21., 95., 157., 190., 271. e 273. Ao analisar essas classificações, creio ser possível extrair alguns ensinamentos, pois, nem todos os repositorios brasileiros analisados são regidos por uma mesma política ou guardam alguma unformidade em temos de materiais registrados. Sugere-se, portanto, um bom estudo de conformidade e, se o País, como um todo tiver, uma política uniforme para os seus repositorios, certamente,  eles estarão  em um futuro próximo melhores classificados.

Creio que um dos fatores que poderá melhorar a classificação de nossos repositorios é integar nos RI brasileiros às bibliotecas digitais de teses e dissertações. É importante verificar que a instituição que realiza a elaboração desses rankings  não observou esse detalhe, visto que, a USP e a UFPr apareceram nessa classificação com as suas bibliotecas digitais de teses e dissertações e conseguiram ficar bem posicionadas na classificação regional e mundial.

Um outro aprendizado que se pode extrair desse ranking, é que a fragmentação de iniciativas pode prejudicar sobremaneira o posicionamento de nossas instituições. Um exemplo de fragmentação de iniciativas é o fato de o IBICT manter uma biblioteca digital de teses e dissertações e a Capes ter criado, posteriormente, uma outra biblioteca digital de teses e dissertações, no Portal Domínio Público que, em outros termos,  esse fato pode ser entendido mais do que uma simples fragmentação, é possível se identificar, mesmo, a duplicação de esforços, trata-se de um processo de enfraquecimento das instituições de ensino superior e pesquisa, estas muitas vezes priorizam seguir uma das instituições em detrimento da outra. Isto é prejudicial. Para comprovar isto, basta avaliar como o World Web Ranking of Repositories considerará a importância de um repositório institucional de uma universidade brasileira, esta é mais uma razão que justifica a necessidade urgente de o IBICT e a CAPES começarem a se entender e se organizar, de forma que cada uma assuma o seu papel e não fiquem dividindo esforços, energia e o orçamento que é proveniente de impostos que nós pagamos. Quanto custa o esforço de criação de uma biblioteca digital?  Nessa briga, o grande prejudicado é o próprio País. Trata-se de uma irresponsabilidade  de nossos governantes. Este é um alerta que vale também para os ministérios da Educação e da Ciência, tecnologia e Inovação. Vejam que, a integração de esforços e interesses só pode trazer benefícios morais e financeiros para o Brasil. O fato é que o orçamento que é utilizado por essas duas organizações é proveniente dos impostos que pagamos regiamente todos os dias e o seu mau uso não traz bons resultados, o sítio que apresentei aqui mostra isto. Certamente, se esse fato não tivesse ocorrido,  e as nossas instituições fossem bem administradas, as nossas universidades estariam melhor classificadas.

Por outro lado, é bom relembrar que o Brasil aparece muito bem no ranking de revistas científicas de acesso livre. Os EUA aparecem em 1. lugar com 1.249 revistas, o Brasil aparece em 2. lugar com 923 revistas conforme pode ser visto no link DOAJ, visto em 28/09/2013.

setembro 28, 2013 Posted by | artigo | , | 3 Comentários

Mudanças de rumo no encaminhamento do PLS 387/2011

Senadora Ana Rita Esgario

Senadora Ana Rita Esgario

Conforme último post deste blog, o PLS 387/2011 teve mudanças em seu encaminhamento e, antes de ser apreciado pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes, será apreciado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Essa mudança foi motivado por requerimento, à Mesa do Senado,  de autoria da senadora Ana Rita (PT/ES), em conformidade com os termos do art. 255, II, “c”, nº 12, do Regimento Interno daquela casa. Agora o referido projeto aguarda a designação de um relator por parte da CCJ. Não se sabe, ainda o que motivou essa mudança no encaminhamento inicial do referido projeto, visto que, o PLS 387/2011 seria apreciado pela Comissão de Educação, Cultura e Esportes que, entretanto, continua em pauta naquela comissão.

junho 21, 2013 Posted by | Sem categoria | , , , , | Deixe um comentário

Novo ranking mundial de universidades e de repositórios institucionais

O ranking de universidades  e de repositórios institucionais é construído e mantido pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), que abriga o CybermetricsLab, órgão responsável por elaborar o acompanhamento das universidades e repositórios institucionais em todo o mundo, portanto, órgão responsável pelas informações veiculadas nos sítios: http://www.webometrics.info/en/world, onde a USP aparece em 19. lugar entre todas as universidades no mundo. Assim como no sítio: http://repositories.webometrics.info/en/world, onde a USP aparece em 8. lugar com o seu repositório de teses e dissertações.  À USP os nossos parabéns! Isto mostra a importância que a manutenção de um repositório tem no processo de classificação das universidades nesses rankings elaborados pela Cybermetrics Lab.

Outra universidade digna de receber os nossos cumprimentos é a UFRGS, cujo repositório (LUME) aparece em 27. lugar. Outra universidade que foi também classificada entre as 150 primeiras universidades desse ranking é a UnB, que aparece em 111. lugar, com o seu repositório institucional RIUnB. Nessa classificação, aparece também a Universidade Federal do Paraná, com a sua biblioteca digital de teses e dissertações, em 123. lugar. A UFSC aparece em 206. lugar com o seu repositório institucional e a EMBRAPA aparece em 247. lugar com o seu repositório ALICE. É importante salientar que de todas essas organizações, apenas a EMBRAPA e a UFPr não tiveram seus repositórios estimulados com recursos do IBICT.

março 26, 2013 Posted by | artigo, Fontes de Informação OA | , , | 1 Comentário

Maior acesso decorrente da recente medida adotada pelo governo americano

Verificamos no final desta semana que passou, a tomada de decisão do governo dos EUA em prol dos pesquisadores americanos, que visa facilitar o seu acesso à informação científica. Antes dessa decisão, os EUA, como o restante dos países que não adotaram nenhuma medida aderente aos mecanismos definidos pelo movimento OA,  eram obrigados à assinar as revistas científicas comerciais, se quisessem facilitar o acesso a essas revistas aos seus pesquisadores.

Ora, se os EUA que é uma potência econômica e científica e, se preocupa com seus pesquisadores à ponto de tomar essa decisão de enfrentar os editores científicos comerciais, porque os outros países não fazem o mesmo, buscando defender os seus pesquisadores e dando-lhes acesso a esta informação científica? É importante ressaltar, aqui, que alguns países como o Brasil e outros países da América Latina, assim como, muitos outros países, preferem pagar a esses editores e dotá-los  de um Portal de Periódicos como o Portal da Capes,  fornecendo acesso a esses periódicos científicos às suas comunidades científicas. Entretanto, isto representa um custo altíssimo, o custo de assinatura desses periódicos.

Com a decisão tomada pelos EUA, o governo americano experimentará um razoável economia na manutenção de suas pesquisas. Evidentemente que, nesse momento, não se tem qualquer número que explique esta assertiva. Isto será demonstrado em futuro próximo.  Vale à pena acompanhar. O fato importante, a observar, é que com esta decisão, os mais importantes resultados de pesquisa estarão acessível livremente, uma vez que as principais pesquisas são realizadas naquele país. Trata-se de uma ação estratégica que beneficiará não apenas os americanos mas, à todos os países, uma vez que todos os pesquisadores passarão a ter acesso a esses resultados. Portanto, mais do que uma simples vitória dos pesquisadores americanos, essa vitória virá em benefício de toda a comunidade científica mundial, porque todos terão acesso a esses resultados.

A título de exemplo, relembro a todos o caso de serviços como os fornecidos pela  BASE – Bielefed Advanced Search Engine, da Bielefeld University na Alemanha que, desde o dia 22 de novembro de 2012 vem disseminando o acesso a mais de 39 milhões de registros de artigos científicos, teses e dissertações. Esta base de dados faz coleta atualmente em mais de 2.300 repositórios ou fontes de informação e, certamente, com as medidas adotadas pelos EUA esse número crescerá, pois, as referidas medidas beneficiarão o surgimento de novos repositórios, os quais serão objeto de coleta e disseminação por meio de mecanismos como esse.

É importante, também ressaltar que os benefícios não se prendem unicamente na questão do acesso à informação mas, também e principalmente, na visibilidade da pesquisa e do pesquisador, pois, o seu trabalho terá a oportunidade de ser visitados e lidos por mais e mais pessoas. A diferença básica entre um trabalho ser disseminado por uma revista científica e constar, também, de um repositórios digital é que os trabalhos depositados em um repositório digital, potencialmente, ganha maiores possibilidades de aumentar a sua visibilidade, dado que mais pessoas terão acesso a esses trabalhos. Enquanto que, os trabalhos constantes das revistas científicas comerciais, serão visíveis e, eventualmente, lidos e citados apenas por pessoas que têm condições e ter acesso à estas revistas e, isto, todos sabemos que nem sempre é possível, visto que esses portais são de uso restrito das instituições habilitadas ou que tenham algum convênio que proporcione tal benefício. Enfim, os repositórios digitais são mecanismos mais democráticos onde quaisquer usuários que tenham acesso à Internet podem visitar, recuperar e ler os documentos alí depositados.

 

março 1, 2013 Posted by | artigo | , , , | Deixe um comentário

2013 começa com “UMinho Open Access Seminar”

Ao contrário da rotina brasileira, na Europa e, mais especificamente em Portugal, a rotina é bem diferente da nossa, uma vez que, logo no mês de fevereiro,  a Universidade do Minho promoverá o “UMInho Open Access Seminar“. Trata-se de um evento em que serão discutidos os projetos OpenAIRE e MedOANet.

A Universidade do Minho está organizando este evento, que irá incluir as reuniões formais de ambos os projetos e um dia de seminário com sessões sobre políticas de acesso aberto, ciência aberta, interoperabilidade e infraestruturas para a investigação. Portanto, trata-se de uma excelente oportunidade para conhecer as iniciativas portuguesas e européias relacionadas com o Open Access.

  • O MedOANet European Workshop  reunirá tomadores de decisão chaves  e os  membros dos Grupos de Trabalho dos seis países do Mediterrâneo: Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Turquia.  Este evento contará com a contribuição de experts em acesso aberto e representantes de organizações e iniciativas internacionais relevantes. Do workshop irá resultar um documento com as conclusões/recomendações sobre como implementar políticas de acesso aberto em sintonia com as recomendações da Comissão Europeia e coordenadas com outras iniciativas de acesso aberto a decorrer nos seis países do sul da Europa participantes no projeto.
  • OpenAIRE workshop centra-se na interoperabilidade entre infraestruturas de pesquisa para repositórios de publicações e dados científicos. Um marco do projeto OpenAIRE é a compreensão de como os repositórios de dados podem comunicar com outros sistemas e, definiu como objetivos principais do workshop: 1) a disseminação das diretrizes do OpenAIRE, que irá incluir uma discussão sobre iniciativas nacionais e identificação de outras atividades que envolvam dados científicos; 2) uma discussão técnica sobre os desafios e abordagens que o OpenAIRE tem desenvolvido sobre interoperabilidade. Neste contexto estarão presentes representantes de fontes de dados selecionadas, que irão abordar formas de integrar sistemas, os desafios envolvidos e as prioridades. Outros tópicos de discussão incluem formatos de metadados, estatísticas, identificadores únicos, etc.

Considerando que o evento prevê atividades abertas ao público, trata-se de uma excelente oportunidade para realizar contatos e também se inteirar das tecnologias e iniciativas que estão sendo desenvolvidas na Europa. Certamente, há muito que se aproveitar.

dezembro 11, 2012 Posted by | artigo, Evento | , , , , , , | Deixe um comentário

Repositórios Institucionais resultados de Projetos Piloto do IBICT

No dia 29 de Outubro de 2009, escrevi um post, Repositórios Institucionais de Projetos Piloto, no qual fiz menção ao estágio dos repositórios institucionais construídos no contexto de um projeto piloto que o IBICT se propôs a desenvolver de forma consorciada com as universidades UFBA, UFPE, UFRGS, UFSC e UnB. Essas instituições receberam um kit composto de uma estação de trabalho com os software DSPACE e SEER instalados para que as referidas instituições construíssem os seus repositórios e portais contendo os seu periódicos. Hoje, passados, praticamente, 3 (três) anos, os referidos repositórios implantados conseguiram, aparentemente, se desenvolver, à exceção da UFPE, e apresentam o seguinte panorama, em termos de registros depositados:

A fonte dos dados apresentados são provenientes do sítio OpenDOAR. De  uma forma geral, verificamos que quase todas as instituições, à exceção da UFPE,  tiveram êxito nas implantação de seus repositórios, obviamente, resguardados as idiossincrasias locais, não tiveram o mesmo crescimento.  Mas, como disse, de uma forma geral, os projetos piloto tiveram um êxito, ainda que parcial.

outubro 26, 2012 Posted by | artigo | , , , , | Deixe um comentário

Um manual de referência para se criar um bom repositório institucional

A Confederation  of  Open Access Repositories (COAR)  anunciou a publicação do relatório  The Current State of Open Access Repository Interoperability (2012).  Esse relatório fornece uma visão global sobre a interoperabilidade dos Repositórios Institucionais, em termos dos tipos de serviços possíveis viabilizados por esforços recentes de pesquisas e desenvolvimentos de toda a comunidade  Open Access. O relatório cobre sete áreas focalizando iniciativas recentes de interoperabilidade,  além de fornecer uma visão global sobre 19 iniciativas chaves de interoperabilidade.

O público-alvo inclui instituições e gestores de repositórios considerando diferentes perspectivas  em termos de infra-estrutura, recursos e apoio institucional.  Para instituições iniciantes, no que se refere ao Open Access e a repositórios,  o relatório tem o objetivo de fornecer orientações para iniciar os trabalhos e indica as iniciativas de interoperabilidade necessárias a serem implementadas para alcançar serviços específicos. Para instituições e gestores de repositórios que já estão familiarizados, o relatório fornece idéias para a implementação de funcionalidades adicionais e outros serviços possíveis de serem oferecidos à sua comunidade.
Sumário do relatório:

Seção I – Introdução e Informação: Visão geral sobre interoperabilidade

  •  principais desafios
  • estágio atual
  • áreas emergentes

Seção 2 – Descrição das iniciativas de interoperabilidade correntes

  • Descrição – Informações sobre as diretrizes de interoperabilidade e padrões específicos mencionados no roteiro. Cada item resumida de forma consistente.
  • Aplicações:  exemplos concretos de serviços ou aplicativos que foram desenvolvidos usando normas / orientações / projetos.
  • Recursos adicionais para outras leituras, especialmente com foco em textos explicativos e outras informações úteis.

Link para o texto do relatório: The Current State of Open Access Repository Interoperability (2012)

outubro 25, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , | Deixe um comentário

Enfim, a vida continuou

Maria Carmen Romcy de Carvalho

Na semana passada, nos dias 18 e 19 de outubro de 2012, tive a surpresa, assimcomo a felicidade e alegria de comprovar que os projetos que havia deixado, no IBICT, tiveram continuidade. Nesses 2 dias, foi realizadoo I Encontro do IBICT para a Visibilidade da Ciência Brasileira. Na oportunidade foram apresentados alguns resultados bastante interessantes, pois, hoje o Brasil pode contar com 782 revistas científicas de acesso livre, constituindo-se no segundo país em termos de revistas científicas de acesso livre. Nessa categoria, apenas os EUA possuem maior quantidade de revistas científicas de acesso livre. Em termos de repositórios institucionais (RI), o Brasil conta atualmente com 50 RI . Obviamente, nem todos os repositórios institucionais foram construídos com o apoio dos projetos desenvolvidos pelo IBICT mas, com certeza, 60%  deste total de RI foram construídos com o apoio de recursos oriudndos dos projetos, que foram financiados pela FINEP. Em termos das revistas científicas, seguramente, elas surgiram a partir dos vários treinamentos no uso do software SEER – Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas, software customizado pelo IBICT, resultado de uma ousada atividade de prospecção tecnológica realizada sob a coordenação do autor deste Blog. Portanto, esses resultados ilustram a importância que tiveram, para o Basil, esses projetos financiados pela FINEP. Graças a esses projetos, hoje o País pode contar com um grande número de revistas científicas eletrônicas de acesso livre, assim como, hoje, mais de 30 universidades possuem ou podem vir a contar com seus respectivos Repositórios Institucionais.

Bianca Amaro de Melo

Além disso, o País poderá contar com um portal que dissemina a produção científica brasileira em acesso livre, o Portal Oasis.Br.

Milton Shintaku

A infomação que tenho é a de que este portal se encontra em fase final de construção e, espero, em breve, divulgar o seu link.

Assim, agradeço, sensibilizado, o empenho dos colegas Maria Carmen Romcy de Carvalho, que coordenou,  Bianca Amaro e Milton Shintako, além de toda a equipe do IBICT, que se empenharam na conclusão desses projetos. Trata-se de um grande feito realizado, no contexto da Comunidade Científica brasilera e que marcará a atuação do IBICT na implantação do Open Access no Brasil.

Antes de concluir este post não posso esquecer de agradecer à Maria Inês Militão Rufino que, vem trabalhando

Maria Inês Militão Rufino

árduamente nos processos burocráticos que envolvem todos os projetos relacionados ao acesso livre no IBICT. À todos esses colegas, os meus mais sinceros agradecimentos, pois, no meu impedimento puderam e tiveram a competência de dar seguimento aos importantes projetos cujos resultados foram apresentados durante o evento.

outubro 21, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , , , , | 6 Comentários

ENSP institui sua política de OA

Em atenção à solicitação de Ana Funiel segue  a notítia, abaixo, informando que a Escola Nacional de Saúde Públic (ENSP) implementa sua política OA tornando obrigatório o registro de toda a sua produção científica, veja abaixo:

“ENSP é primeira instituição brasileira de ensino e pesquisa de saúde a implantar política de acesso aberto ao conhecimento

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz, tornou-se a primeira grande instituição brasileira de ensino e pesquisa na área da saúde a ter uma política mandatória determinando que toda sua produção científica seja depositada, a partir do dia 11 de setembro de 2012, no repositório institucional de acesso aberto.

Dessa forma, a ENSP alinha-se a um seleto grupo de grandes instituições – como as universidades de Harvard e Cornell e o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), nos EUA – que aderiu ao Movimento Internacional de Acesso Aberto ao Conhecimento Científico, ao mesmo tempo que aumenta o impacto dos resultados das pesquisas realizadas na instituição, por meio da maximização do acesso e do uso de sua produção.

O repositório da ENSP é fruto da Política Institucional de Acesso Aberto ao Conhecimento, que vem sendo desenvolvida pela Escola desde abril de 2011. De acordo com alguns estudos, as áreas de ciências da saúde e ciência política obtiveram um aumento de 57% no índice de citações de artigos em acesso aberto. Áreas como psicologia e direito alcançaram 108% de aumento; na área de administração o aumento foi de 92%; e a área de física chegou a 250% de aumento no índice de citações de artigos em acesso aberto.

O Repositório da Produção Científica proporciona grandes vantagens aos pesquisadores, pois aumenta a visibilidade da produção individual e institucional, potencializando as citações, utilização e reutilização de pesquisas feitas por eles próprios, além de contribuir enormemente para reduzir a lacuna existente entre a academia e a sociedade.

Os autores do material científico da ENSP passam a autorizar em caráter permanente e irrevogável, por meio da cessão gratuita e não exclusiva dos direitos de utilização não comercial, a qualquer pessoa, fazer uso da produção científica de sua autoria sem fins comerciais. A permissão inclui reproduzir, exibir, executar, declamar, expor, arquivar, inserir em bancos de dados, difundir, distribuir, divulgar, disponibilizar, emprestar, traduzir, incluir em novas obras, desde que não haja finalidade comercial e respeitando os direitos morais do autor, em especial os direitos de paternidade e integridade.

A ENSP reconhece o respeito aos direitos autorais, sejam eles morais ou patrimoniais, em relação ao conhecimento produzido e entende que é obrigação das instituições públicas garantir que a sociedade tenha acesso ao conhecimento por elas produzido. A democratização e a universalização do acesso ao conhecimento nas ciências e humanidades é condição fundamental para o desenvolvimento igualitário e sustentável das nações. Constituindo-se uma instituição de ciência e tecnologia em Saúde reforça, portanto, os princípios de uma sociedade justa, equânime e solidaria, visando a promoção da saúde e a qualidade de vida das populações.

Acesse o Repositório Institucional de Produção Científica da ENSP em www.ensp.fiocruz.br/repositorio.”

outubro 8, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , , , | Deixe um comentário

Open Access no Reino Unido: causas e estratégias

Richard Poynder

No último dia 01 de Outubro, Richard Poynder publicou em seu blog Open and Shut? um longo post onde faz uma longa consideração sobre a problemática das assinaturas de periódicos científicos no Reino Unido, soluções propostas pelos editores e o surgimento das estratégias do Open Access.  Devido ao fato do post ser demasiadamente longo, optei por publicar a sua tradução em partes separadas. Segue a primeira parte:

“O sistema de comunicação científica tem enfrentado sérias dificuldades nas últimas décadas, um problema geralmente conhecido como a “crise dos periódicos”. O cerne da questão é que o preço das revistas científicas tem aumentado consistentemente mais rápido que o índice de preços ao consumidor. Bibliotecas de universidades  e  centros de pesquisa vêm encontrando dificuldades cada vez maiores para adquirir e manter as as assinaturas de todas as revistas de que os seus pesquisadores precisam.

No início de 1990, os editores se encontraram em uma situação onde cada vez que preço de uma revista aumentava eles se viam confrontados com uma onda de cancelamentos. Em uma tentativa de recuperar a receita perdida aumentavam o preço, novamente, o que simplesmente desencadeava uma nova onda de cancelamentos.

Consciente de que a sua sobrevivência estava ameaçada, as editoras buscaram uma maneira de manter os seus assinantes e acabou chegando ao que ficou conhecido como o “Big Deal”.

Com o “Big Deal”, essas bibliotecas não assinavam as revistas título a título, mas sim um conjunto pré-determinado de revistas eletrônicas, a cujos contratos tinham validade por vários anos. Normalmente esse pacote é constituído de todo o portfólio da editora, que pode incluir centenas de títulos de revistas.

O atrativo do “Big Deal”,  para os editores,  era que, com esse tipo de contrato, havia o comprometimento de acabar com o ciclo anual de cancelamento. Para bibliotecas, esse tipo de contrato  forneceu o acesso a um número muito maior de títulos pelo mesmo preço que estava pagando por um conjunto menor de títulos – uma vez que assinou-se o pacote inteiro e, além disso, um contrato que abrangia vários anos. Para autores, isto proporcionou um público maior e mais estável aos seus artigos.

A Academic Press foi pioneira, em 1996, quando assinou um contrato nesses termos, “Big Deal”, por três anos com a Higher Education  Funding Council for England (HEFCE). O acordo significa que qualquer pessoa que trabalhasse e uma instituição de ensino superior (Higher Education) no Reino Unido tem franco acesso a um ponto de acesso à revista inteira da referida esitora (Academic Press). Além disso, uma vez que foi HEFCE que pagou a conta (por meio da corte superior), o acordo trouxe o benefício adicional de aliviar a pressão sobre os orçamentos das, duramente, pressionadas bibliotecas de pesquisa do Reino Unido.

O padrão

Depois de algum ceticismo inicial, outras editoras começaram a oferecer seus próprios pacotes “Big Deal”, e o modelo, em breve, tornou-se a forma padrão em que bibliotecas de pesquisa adquiriam o acesso a revistas acadêmicas.

No entanto, enquanto conceito básico da AP foi copiado, mais subseqüentes grandes negócios não foram assinados com organismos de financiamento nacionais, mas com consórcios de bibliotecas. E uma vez que os custos não foram top cortado, isso significava que as bibliotecas tiveram que financiar seus contratos “Big Deal” a partir de seus próprios orçamentos.

Logo tornou-se evidente, portanto, que o Big Deal não conseguiu resolver o problema fundamental da acessibilidade que está no coração da “crise dos periódicos”. E, como carteiras de editores de revistas tem cada vez maior como resultado da consolidação da indústria, os contratos  “Big Deal” começaram a devorar uma porção cada vez maior do orçamento de uma biblioteca. Como conseqüência, o “Big Deal” gradualmente caiu em desgraça, com bibliotecários reclamando que, como qualquer modelo de assinatura do jornal, o “Big Deal” é por sua natureza monopolista, e ele bloqueia bibliotecas em um sistema caro e inflexível que eles só podem se livrar com grande dificuldade.

Desejosos de encontrar uma abordagem alternativa, a comunidade científica começou a ter um interesse no movimento Open Access (OA). Se os artigos fossem disponibilizados gratuitamente na internet, eles entenderam, não somente os pesquisadores teriam acesso a tudo o que precisavam, mas o auto-arquivo (ou, como ficou conhecido mais tarde, a estratégia da via Verde) poderia aliviar o problema, a acessibilidade, permitindo às bibliotecas iniciar o cancelamento de algumas de suas assinaturas de revistas. Com este objetivo em mente, os defensores da estratégia da via Verde convocaram os pesquisadores a tornar os seus trabalhos disponíveis na web (e mais tarde em repositórios institucionais).

Além disso, uma nova geração de editores – por exemplo BioMed Central (BMC) e Public Library of Science (PLoS) – entrou no mercado oferecendo-se  para tornar os artigos acessíveis, livremente, aos pesquisadores  como uma parte essencial do processo de publicação, com a condição de que eles pagassem uma taxa de processamento de artigo (APC). Isto mais tarde, tornou-se conhecido como a estratégia da via Dourada do movimento OA.

Na crença de que o modelo autor-paga levaria a baixar os custos de publicação, a bibliotecas começaram a persuadir os pesquisadores a abraçar a estratégia da via Dourada do movimento OA.  E para ajudá-los nisso, eles concordaram em usar parte do orçamento de algumas das assinaturas de seus periódicos para se filiar a esquemas que as editoras que adotaram a via Dourada do OA, como BioMed Central e Springer começaram a oferecer. Estes esquemas possibilitaram aos pesquisadores o direito de publicar em revistas OA sem ter que pagar pela publicação de um artigo.

A crença de que a publicação OA levaria a custos mais baixos se baseavam em duas suposições: primeiro, que a publicação eletrônica era inerentemente menos cara que a tradicional publicação impressa; segundo, que ela imporia restrição de preços aos editores. O pensamento que estava por trás dessas suposições era: com relação às assinaturas de periódicos científicos, não são os pesquisadores que pagam a conta mas, os bibliotecários. Consequentemente, os pesquisadores não devem se preocupar com o custo das revistas científicas, mas simplesmente solicitar os títulos que eles necessitam, independentemente, do custo que as bibliotecas terão que pagar para tê-los.  Desde que, o seu trabalho é servir às necessidades de informação dos pesquisadores, os bibliotecários sentem que eles teriam que pagar.  Em outras palavras,  há uma desconexão no seio  do modelo de assinaturas de periódicos.

Além disso, uma vez que todos os artigos em uma revista científica são únicos, os bibliotecários não estão em uma posição de poder substituir um título caro para um mais barato. Portanto, há uma enorme pressão sobre as bibliotecas para que sejam assinadas todas as revistas publicadas nas várias áreas da pesquisa em que a ação a instituição atua.”

Evidentemente, aqui no Brasil os nossos pesquisadores, aparentemente, ainda não se depararam com tal situação graças ao Portal de Periódicos da Capes que tem mantido as assinaturas dos periódicos alí disponibilizados. Será que teremos, eternamente, orçamentos capazes de bancar o referido portal?

outubro 7, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O Brasil ganha um novo aliado na batalha pelo Acesso Livre

Além da Embrapa, que construiu e mantém o seu repositório institucional (RI), Alice, agora a Fiocruz contruiu e implantou o seu RI, Arca, veja mais na revista Inova ICICT. Portanto, duas grandes instituições de pesquisa, uma na área agropecuária e outra na área de ciências da saúde. Trata-se, portanto, de uma excelente notícia para o Open Access no Brasil. Na realidade, o RI Arca foi lançado em abril de 2011.

Segundo a Coordenadora Cícera Henrique da Silva, coordenadora do Laboratório de Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, desde o ano passado a equipe responsável pelo referido RI vem investindo em uma maior aproximação com as unidades da Fiocruz com vistas a povoar o referido RI, por meio de apresenações aos Conselhos Deliberativos da referida fundação e treinamento dos profissionais da informação para o depósito da produção intelectual no referido sistema. Leiam mais na revista Inova ICICT.

À Fiocruz, os cumprimentos deste blogueiro por mais esta demonstração de confiança na estratégia da via Verde do OA como forma de regitrar e disseminar a sua produção científica. No momento, esta fundação vem discutindo a sua política institucional de informação e, com certeza, em breve a terá estabelecido como sua política para garantir o depósito da sua produção científca. Antes, porém, recomendo que registrem tal política no sítio ROARMAP e torne-se a terceira instituição brasileira a fazer o referido registro. Isto, com certeza, promoverá maior visibilidade ao seu RI, Arca.

agosto 28, 2012 Posted by | artigo | , , , , | 1 Comentário

O relatório FINCH e suas repercussões

Richard Poynder

O jornalista e blogueiro Richard Poinder fez uma entrevista bem esclareccedora com o arquievangelista Steven Harnad sobre o relatório FINCH, leia a entrevista, em inglês, aqui.

A entrevista é longa e não será traduzida inteiramente neste espaço. Farei, no entanto, a tradução de parte da matéria de Richard Poynder que introduz a entrevista com Stevan Harnad.

Coforme escreveu, Richard Poynder, em matéria introdutória:

“Quando, em 16 de julho, próximo passado, o Research Councils of United Kindom (RCUK), publicou sua política atualizada sobre a acesso aos resultados de pesquisa científica (Policy on Access to Research Outputs) o movimento Open Access (OA)  recebeu a notícia com entusiasmo. Este foi surpreendente: ao contrário das recomendações do controverso relatório  Finch (publicado um mês antes), RCUK salientou que continuaria a ver tanto a via Dourada, estratégia  OA para as publicações científicas, quanto a via Verde, estratégia OA baseada no auto-arquivamento, como estratégias similares em qualquer política de OA.

A via Dourada  e a via Vverde são as duas estratégias definidas há  oito anos atrás para se atingir o acesso livre à produção científica, quando o movimento OA nasceu, e são vistas como componentes essenciais em qualquer transição, bem sucedida, para o OA.

Por outro lado, o Relatório FINCH concluiu que a estratégia principal, a ser adotada, agora deveria ser a da via Dourada, quer através de revistas de acesso livre ou através de revistas híbridas, e que esta deve ser financiada por meio de taxas de processamento de artigo (APCs – Article Processing Charges).

Ao mesmo tempo, o relatório Finch reiterou que, era hora de rever a estratégia da via Verde do OA (a expressão utilizada por Richard Poynder é downgrade que significa regredir), e reduzir o papel dos repositórios institucionais para apenas fornecer acesso a dados de pesquisas e literatura cinzenta e auxiliar na preservação digital.

Em concordância com as propostas formuladas pelo relátório Finch, os defensores OA rapidamente concluiram que a política formulada por RCUK foi uma dádiva de Deus.

Stevan Harnad, defensor do OA de longa data, e auto-denomindo arqui-evangelista, foi  um dos primeiros a aplaudir a nova política.  Harnad, aliviado, começou  a inundar as listas de discussão com mensagens parabenizando RCUK por estabelecer uma uma política que não só desafiou o relatório Finch, mas foi mais forte do que sua política atual relativa ao OA.

Mas, como definiu Harnad, ao falar da política, e buscando convencer os mais céticos e incrédulos, ele mesmo começou a ter dúvidas. E, finalmente, ele chegou à conclusão de que  não havia outra opção senão a de retirar o seu apoio à política do RCUK – que agora ele a caracteriza como “autista”, e um “tolo, desperdiçado e contraproducente passo à trás”.

Como é que, o que à primeira vista, parecia tão desejável rapidamente tornou-se algo tão terrível? Curioso para descobrir, entrei em contato com Harnad, que me deu uma entrevista, via email e que pode ser lida no seguinte link.”

Por motivos de caráter pessoal, não farei a tradução da entrevista. Mas, ao longo desta materia, o leitor tem todos os links necessários para ter acesso à referida matéria.

agosto 21, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

OA no Japão: um exemplo a ser seguido

Em matéria, publicada no boletim eletrônico da Agência Fapesp, sob o título: Bases científicas abertas no Japão ultrapassam 1 milhão de artigos científicos, informa a existência de mais de um milhão de artigos científicos no repositório institucional JAIRO – Japanese Institutional Repository Online.

Entretanto, lendo a matéria e visitando o referido sítio, percebe-se que a matéria contém um erro. Diferentemente da matéria da Agência Fapesp, verifica-se no sítio do referido repositório,  resultado da coleta (harvest) em 208 repositórios institucionais japoneses. Assim, o repositório JAIRO contém, hoje, dia 25 de Junho de 2012, um total de 1.377.134 registros com a seguinte distribuição quantitativa de documentos lá existentes, distribuídos, veja abaixo esta distribuição:

   Artigos Científicos (303.279) Teses e Dissertações (73.427)
   Artigos de Boletins Departamentais (582.006) Artigos de Conferência (83. 741)
   Slides de apresentação (10.930) Livros (21.476)
   Relatórios Técnicos  (12.414) Artigos de pesquisa (24.638)
   Artigos (54.865) Preprint (355)
   Material de Aprendizagem (8.354) Conjuntos de Dados (52.659)
   Pacotes de Software (25) Outros (148.965)

Trata-se de um belo exemplo para muitas instituições brasileiras. Espera-se que o PLS 387/2011 seja aprovado e que, no futuro, possamos alcançar resultados semelhantes.

junho 25, 2012 Posted by | artigo | , , , | Deixe um comentário

O Senador Cristovam Buarque apresenta voto favorável ao PLS 387/2011

No dia 22 de maio de 2012, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) protocolou relatório favorável à aprovação do PLS 387/2011. Estamos ainda no primeiro degrau de todo o processo. Vejam o seu relatório aqui. Trata-se de um alento à nossa causa. Cabe agora esforços para aprovar o referido relatório na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Se aprovado por esta comissão o referido projeto de lei será encaminhado, se não me falha a memória para a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) daquela Casa, para em seguida ser encaminhado à Câmara dos Deputados. A caminhada é longa e necessita de muita persistência. Para aqueles que não acompanham essa caminhada, o PLS 387/2011 é um projeto de lei proposto pelo senador Rodrigo Rollemberg, conforme informa o próprio código do referido projeto, em 2011. Naquele ano, o senador Cristóvam Buarque foi nomeado relator.

Este projeto de lei torna obrigatório às universidades e institutos de pesquisa o desenvolvimento e implantação de repositórios institucionais nessas instituições, assim como, o depósito da produção científica, por parte dos seus pesquisadores, desenvolvida no âmbito dessas instituições. Além disso, este projeto de lei determina a formação de uma comissão de alto nível para discutir, propor e estabelecer uma política de acesso livre à informação científica. Ou seja, mais do que simplesmente criar mecanismos de disseminação da informação científica, no País, o referido projeto de lei propõe a criação de uma comissão para discutir  políticas para o registro e disseminação da informação científica.

junho 1, 2012 Posted by | artigo | , , , | 9 Comentários

Repositórios Institucionais invisíveis para o Google Scholar

Leiam um interessante artigo publicado no Library Hi Tech sob o título: Invisible institutional repositories: addressing the low indexing ratios of IRs in Google. Interessante paradoxo, trata-se de um artigo muito interessante para corrigir um problema advindo das iniciativas de auto-depósito, portanto, relacionado com a estratégia da via Verde do Acesso Livre, entretanto, o artigo não é acessível livremente, pois, está publicado em um periódico comercial. Felizmente, nós brasileiros, funcionários públicos podemos contar com o Portal de Periódicos da Capes e  ter acesso a este interessante artigo, cujos dados referenciais poderão ser vistos abaixo:

Title: Invisible institutional repositories: addressing the low indexing ratios of IRs in Google
Author(s): Kenning Arlitsch, (J. Willard Marriott Library, University of Utah, Salt Lake City, Utah, USA), Patrick S. O’Brien, (J. Willard Marriott Library, University of Utah, Salt Lake City, Utah, USA)
Citation: Kenning Arlitsch, Patrick S. O’Brien, (2012) “Invisible institutional repositories: addressing the low indexing ratios of IRs in Google”, Library Hi Tech, Vol. 30 Iss: 1, pp.60 – 81
Keywords: Digital librariesGoogle ScholarInstitutional repositoriesMetadata,Search engine optimizationSearch engines
Article type: Research paper
DOI: 10.1108/07378831211213210 (Permanent URL)
Publisher: Emerald Group Publishing Limited
Acknowledgements: The authors would like to thank Dr Awesome for her expertise, edits, and unflagging support.
Abstract: Purpose – Google Scholar has difficulty indexing the contents of institutional repositories, and the authors hypothesize the reason is that most repositories use Dublin Core, which cannot express bibliographic citation information adequately for academic papers. Google Scholar makes specific recommendations for repositories, including the use of publishing industry metadata schemas over Dublin Core. This paper aims to test a theory that transforming metadata schemas in institutional repositories will lead to increased indexing by Google Scholar.Design/methodology/approach – The authors conducted two surveys of institutional and disciplinary repositories across the USA, using different methodologies. They also conducted three pilot projects that transformed the metadata of a subset of papers from USpace, the University of Utah’s institutional repository, and examined the results of Google Scholar’s explicit harvests.

Findings – Repositories that use GS recommended metadata schemas and express them in HTML meta tags experienced significantly higher indexing ratios. The ease with which search engine crawlers can navigate a repository also seems to affect indexing ratio. The second and third metadata transformation pilot projects at Utah were successful, ultimately achieving an indexing ratio of greater than 90 percent.

Research limitations/implications – The second survey is limited to 40 titles from each of seven repositories, for a total of 280 titles. A larger survey that covers more repositories may be useful.

Practical implications – Institutional repositories are achieving significant mass, and the rate of author citations from those repositories may affect university rankings. Lack of visibility in Google Scholar, however, will limit the ability of IRs to play a more significant role in those citation rates.

Social implications – Transforming metadata can be a difficult and tedious process. The Institute of Museum and Library Services has recently awarded a National Leadership Grant to the University of Utah to continue SEO research with its partner, OCLC Inc., and to develop a toolkit that will include automated transformation mechanisms.

Originality/value – Little or no research has been published about improving the indexing ratio of institutional repositories in Google Scholar. The authors believe that they are the first to address the possibility of transforming IR metadata to improve indexing ratios in Google Scholar.

março 6, 2012 Posted by | artigo | , , , , , , | Deixe um comentário

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