Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

UNESCO apoia as iniciativas de Acesso Livre

Foi publicado, hoje, dia 26 de abril de 2013, no sítio SciDev Net, um matéria intitutulada “UNESCO compromete apoyo a iniciativas de acceso abierto”, que passo a publicar neste blog, em português. Vejam:

“Em reunião realizada na cidade de Kingston, Jamaica, nos dias de 5 a 8 de março, passado, a UNESCO comprometeu-se a apoiar a promoção do Acesso Livre na América Latina e no Caribe, assim como as políticas para promover o Acesso Livre e aberto aos resultados de pesquisas científicas.

Cerca de 40 especialistas provenientes de 23 países da região (11 do Caribe, 8 da América do Sul e 4 da América Central), assistiram à Primeira Consulta Regional da América Latina e do Caribe sobre o Acesso Livre à Informação e à Pesquisas Científicas, que  se constituiu na plataforma para o debate e a formulação de propostas de acesso livre na região.

A partir do compromisso da Unesco, realizou-se  a chamada entre os dias 12 e 18 de abril para fornecer o financiamento complementar a materiais de sensibilização sobre o acesso livre e a organização de semanas de acesso livre em 2013, em países da região.

“O recurso  [para financiar cinco projetos] será dedicada com base no mérito e no nível de inovação das propostas”, disse Bhanu Naupane à SciDev.Net, especialista de programa da Divisão de Sociedades do Conhecimento da Unesco.

Durante a consulta regional foi apresentado as iiniciativas OA de cada país.  As experiências dos países mais avançados, como a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba e México  constituíram-se em exemplos para aqueles  países que aderiram, mais recentemente, às idéias  do OA, disse a SciDev.Net, Dominique Babini, responsável pelo Programa de Acesso Livre ao Conhecimento do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO) e pela palestra.

Em sua declaração final, os participantes exaltaram os benefícios de se ter o acesso à informação sobre o avanço da pesquisa e da inovação, além de identificar a pouca sensibilização e as complexas políticas dos países como as barreiras que impedem a livre circulação da ciência.

Propuseram ações para gera mais consciência na região sobre sua utilidade como o desenho de uma imagem e de estratégias de comunicação.

Ao mesmo tempo, recomendarma que o desenvolvimento de políticas de ciência, tecnologia e inovação inclua o acesso livre em sua infraestrutura e orçamento, assim como normas de acesso livre a livros eletrônicos com resultados  das pesquisas científicas.

Revistas e artigos científicos e acadêmicos avaliados por pares , teses de doutorado, livros e informes de pesquisa, são outros produtos que os participantes quiseram ter disponíveis  na via Dourada (revistas) e na via Verde (repositórios digitais) de acesso livre.

SciELO com 1051 revistas científicas, RedaLyc com 808 e Latindex com referências a 5025 revistas eletrônicas, fazem parte da via Dourada que cumprem com um papel protagonista na região e “contribuem para melhorar o controle de qualidade das revistas científicas da região”, explicou Babini.

Na via Verde, a região conta com 223 repositórios digitais, principalmente, correspondente a teses e artigos de revistas, além de livros e um número crescente de coleções em multimídia.”

abril 26, 2013 Posted by | artigo | , , , , , , , , | 2 Comentários

Cada país com o seu ritmo e agilidade

No último mês de fevereiro, tivemos a oportunidade de perceber diversas iniciativas em direção à adoção do OA, Open Access, e do OD, Open Data, em diversas partes do globo terrestre. Nos EUA, o governo americano fez publicar um memorando estendendo as medidas adotadas pelo NIH – National Institute of  Health a todas outras agências de fomento americanas. No mesmo mês foi realizado, um seminário, na Universidade do Minho, o UMinho Open Science Seminar, onde foram apreciados o desenvolvimento dos projetos OpenAire e MedOANet, projetos que implementam as duas estratégias do OA nos países europeus. Da mesma foma, países como a Austrália regulamentaram as estratégias do OA para sua principal agência de fomento, a ARC – Australian Research Council, no início de 2013.

No Brasil, recebí, esta semana, a notícia de que a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática apreciará na próxima semana o PLS 387/2011. Aliás, aproveito para agradecer pelo acompanhamento e atuação dos assessores do senador Cristóvam Buarque, Armênia Oliveira Ribeiro e Ivonio Barros Nunes, os quais vêm acompanhando de perto o encaminhamento da referida matéria.

março 26, 2013 Posted by | artigo, Mandato OA | , , , , , | Deixe um comentário

Sugestões de Stevan Harnad à política OA definida pelo Governo Americano

Na avaliação de Stevan Harnad, publicada em seu blog, a nova orientação dos EUA, determinada pelo OSTP  – Office of  Science and Technology Policy do Executive Office of the President (Gabinete Executivo do Presidente),  promovendo a concessão de um prazo de até 12 meses para o depósito de uma pesquisa publicada em revistas científicas, é um passo maravilhoso para todo o planeta Terra.

Aqui estão alguns detalhes importantes (sugestões de Harnad ao Memorandum) que maximizarão a eficácia do mandato:

(1) Especificar que o depósito de cada artigo deve ser em um repositório institucional (para que as universidades e instituições de pesquisa possam acompanhar e assegurar o cumprimento, bem como a adoção de mandatos próprios).

(2) Especificar que o depósito do artigo deve ser feito imediatamente após a sua aceitação para publicação.

(3) Instintuir (mas não exigir) que os autores façam, imediatamente,  o  depósito do artigo, tornando-o  imediatamente OA.

(4) Instintuir (mas não exigir) que os autores reservem-se o direito de tornar seus artigos imediatamente OA (e outros direitos de reutilização) em seus contratos firmados com os  editores das revistas  (como nos mandatos estilo Harvard).

(5) Reduzir, ou melhor, não mencionar embargos admissíveis ao OA no todo (de modo a não incentivar os editores a adotá-los).

(6) Implementar, nos repositórios, o botão de solicitação  “pedido de cópias de artigos via e-mail”  (para atender às solicitações de artigos embargados ou non-OA  depositados).

(7) Designar o depósito em repositórios como o único mecanismo para  avaliação de desempenho, avaliação da pesquisa, pedido de apoio financeiro, ou renovação da concessão de apoio.

(8) Implementar o uso enriquecido e métricas de citação nos repositórios institucionais como incentivo ao cumprimento aos mandatos.

Se tudo isto é feito universalmente, o OA universal logo será logo será uma realidade – e uma transição global em direção a preços acessíveis, feira sustentável-via Dourada OA (em vez da, hoje prematura implementação da via Dourada Deturpada), mais tanto os usuários precisam quanto os autores desejam oferecer o CC-BY – não estará muito atrás.

fevereiro 25, 2013 Posted by | artigo | , , | Deixe um comentário

   

%d blogueiros gostam disto: