Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Novidades na publicação científica

Hoje verificando meus contatos, tenho a grata satisfação de encontrar um post proveniente de um dos personagens que  acompanho, indicando matéria  publicada no The Economist, na seção Publicação Científica, que discute a questão das revistas científicas no contexto do acesso livre. Matéria muito interessante que servirá de base para um próximo post que pretendo publicar neste blog. No momento, apenas a indico para que  os leitores deste blog possam lê-la e apreciar atualizar-se.                                          20140927_STP001_0

A imagem que aparece ao lado foi extraída da referida matéria.

É interessante notar que, internacionalmente, se dá mais importância aos acontecimentos relacionados à iniciativa da via Dourada e pouco se fala no que acontece com a via Verde. É natural, pois, a via Dourada vislumbra a transformação das revistas científicas, em sua grande maioria, comerciais, em revistas científicas de acesso livre.

Apesar disso, é fato é que nos últimos tempos tem surgido diversas revistas científicas de acesso livre e, a polêmica tem sido bastante discutida em função da qualidade dessas revistas. Têm-se noticiado que tais revistas utilizam em seus quadros editoriais pesquisadores renomados e que muitos deles nem ficam sabendo disso,inclusive, esse tema é tratado na matéria apresentada na revistas supra-citada. Enfim, trata-se de uma matéria interessante de ser lida e discutida, visto que, por aqui, esse tema tem sido pouco discutido.

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setembro 26, 2014 Posted by | Acesso Aberto, Acesso Livre, artigo, Política OA, Via Dourada | Deixe um comentário

Que políticas estão sendo pensadas para a Ciência brasileira?

Algo que me inquieta é que até agora nenhum dos três principais postulantes  à Presidência da República fez qualquer pronunciamento ou divulgou em sua proposta de programa de governo, o que pretendem fazer para a Ciência brasileira ou mais especificamente para a Comunicação Científica brasileira. Normalmente, os últimos presidentes têm iludido  a sociedade científica brasileira acenando com mais recursos mas, nada tem sido feito em prol da Ciência como um todo. A Ciência não carece apenas de recursos financeiros mas, também de políticas. Talvez tenha feito uma afirmação errônea ao dizer que os ex-presidentes tenham iludido a sociedade científica brasileira. Neste contexto, o termo sociedade científica brasileira refere-se ao conjunto de toda a comunidade científica brasileira e não à uma sociedade científica em específico, visto que existem diversas sociedades científica, em diversas áreas do conhecimento.

Evidentemente que se trata de um tema específico e de alta complexidade, fato que nos leva a perdoá-los, pois, certamente, se perguntados, diretamente, os atuais candidatos à presidência, não teriam uma resposta na ponta da língua.

Aliás, um dos candidatos, entretanto,  certamente poderia ter algo a dizer, pois, ao longo de todo o governo liderado pelo Partido dos Trabalhadores, nada fez em favor da Comunicação Científica ou mais especificamente para o  Acesso Livre e jamais se prontificou a ouvir ou a desenvolver qualquer ação nessa área.  Aliás, muito pelo contrário, promoveu o enfraquecimento de uma instituição que sempre lutou pela informação científica no País, o IBICT. Basta indagar o que faz o IBICT hoje? Inclusão Social? É esse o papel dessa instituição?

Por intermédio da Capes, esse governo que ora se conclui optou por criar e manter o Portal de Periódicos da Capes, beneficiando, obviamente, os editores científicos comerciais. À rigor, que benefícios esse Portal trouxe para a Ciência brasileira, dado que antes dele, as bibliotecas universitárias mantinham em seus acervos boa parte das revistas científicas necessárias ao desenvolvimento das pesquisas brasileiras.

Em nenhum momento, antes dos governos petistas as bibliotecas deixaram de fornecer informação aos pesquisadores de nossas universidades. Ou seja, a criação do portal não partiu de uma demanda das bibliotecas universitárias e as mesmas sequer foran consultadas. Ou seja não houve um trabalho de base com vistas à identificar a necessidade dos periódicos científicos mais procurados nas bibliotecas universitárias e tampouco pelos pesquisadores brasileiros. Esse Portal custa atualmente mais do cem milhõse de dólares anuais aos cofres do governo brasileiro. Foi contratado à revelia do IBICT que é, teóricamente, a instituição especializada em informação científica e que poderia fornecer maiores subsídios. Afinal para que serve uma instituição que tem em seu nome o temo: Informação em Ciência e Tecnologia?

Um outro fato importante a mencionar é sobre as consequências que o Portal de Periódicos da Capes provoucou: o desmonte do sistema chamado Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Periódicas ou simplesmente CCN. Nessa troca quem foram os beneficiados: os pesquisadores brasileiros ou os editores científicos comerciais? Quem ganhou com o desmonte desse sistema, que foi  construído ao longo de 50 anos? Quem saiu ganhando: a ciência brasileira ou os editores científicos comerciais? Isso talvez, somente o tempo dirá. E, como sempre, ninguém será responsabilizado por isto. Em países sérios, alguém é sempre responsabilizado por esse tipo de insanidade administrativa. Enquanto isso, em todo o mundo, as universidades e centros de pesquisas vêm adotando uma das estratégias definidas no início do ano de 2002, que é a via Verde do Acesso Livre. O Brasil optou por um caminho próprio, que foi a contratação e manutenção do Portal de Periódicos da Capes. Não defendo apenas as iniciativas de Acesso Livre mas, a de um sistema mixto que possa levar o País a desenvolver suas habilidades e competências e aproveitar aquilo que existe nas bibliotecas.

Esses fatos fazem parte de uma comprovação pessoal minha, jamais os dirigentes desse governo se prontificaram a adotar as idéias que venho divulgando ao longo dos últimos 12 anos. Assim como jamais fui recebido para ser ouvido com relação a essas idéias, jamais fui convidado e participar de alguma atividade relacionada à definição de uma Política Nacional de Ciência e Tecnologia e, obviamente, jamais esse tema foi abordado na construção  dessa política. Não que eu não tenha procurado os dirigentes executivos mas, porque eles não quiseram me receber, especialmente, a presidente Dilma, que jamais repondeu às minhas mensagens enviadas ao Fale com a Presidenta. Para não dizer literalmente que jamais me respondeu, recebí sim algumas mensagens reencaminhando a minha demanda ao diversos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, os quais jamais me procuraram. Então fico pensando: a quem a nossa presidenta respondeu? Quantas pessoas ou cidadãos brasileiros ela atendeu? Pelo menos eu, com certeza jamais fui atendido. Esse serviço, o Fale com a Presidenta não passa de uma ação de marketing para torná-la mais simpática ao público, nada mais do que isso.

Mas, um dia o Brasil será conduzido à adoção de medidas de  Acesso Livre à informação científica e, talvez, quando isso acontecer, este País já terá gasto recursos que poderiam ter sido aplicados em outras áreas, especialmente nas áreas sociais que são as áreas mais carentes e prioritárias. E, talvez aí, os nossos pesquisadores possam ganhar  espaço para dar maior visibilidade às suas pesquisas, que é o que o mundo inteiro está fazendo por meio de quase 2.729 repositórios digitais (vide o sítio http://www.opendoar.org.br/, dado verificado no dia 24/09/2014), por meio da criação de repositórios institucionais e centrais, ação que tem sido pouco efetiva em nosso país. Hoje, dia 24/09/2014, verifiquei que o Brasil conta com 84 repositórios digitais. É bem verdade que o País está classificado em 8. lugar, atrás de países como os EUA, o Reino Unido, a Alemanha, o Japão, a Espanha, a França e a Polônia. Entretanto, deve-se ressaltar que o Brasil iniciou ações em prol do Acesso Livre desde 2007 quando assinou o Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica, que foi elaborado por este que vos escreve e pela profa. Sely Costa da UnB. e divulgado por meio de uma video-conferência.

O fato é que a questão do Acesso Livre não teve a evolução esperada, no Brasil, basta ver o conjunto de registros armazenados nesses repositórios, exceptuando-se alguns repositórios de universidades como a UFRGS, a UFSC e alguns poucos repositórios brasileiros, na sua grande maioria a quantidade de registros existentes nesses repositórios não superam a 100 registros, o que significa que os mesmos foram apenas criados mas, não foram efetivados de fato. São coisas que lamentamos, pois, são recursos jogados no lixo, por pura falta de gestão, tanto das instituições quanto daquela que promoveu a distribuição dos recursos, o IBICT.

No entanto, é importante frizar que o governo que vem administrando o País, nos últimos 12 anos, não é adepto das iniciativas indicadas pelo movimento do Acesso Livre e isto é um fato, basta verificar as diversas tentativas realizadas por este blogueiro, quando tentamos, sem sucesso, aprovar o PL 1120/2007 na Câmara dos Deputados e o PLS 387/2011 no Senado Federal, que está prestes a ser rejeitado conforme parecer existente, elaborado pelo senador Álvaro Dias mas, que no momento, curiosamente, não está mais disponível para download. Esse parecer estava disponível até o início do mês de setembro. Fato intrigante, pois, justo agora, em momento, pré-eleitoral,  esse documento que seria usado para a formular a rejeição do PLS 387/2011 foi excluído do sítio do senado federal, que imagina-se ser uma ferramenta bem administrada. Mas, como todo serviço público no Brasil, nada funciona adequadamente. E, isto é o que desanima nesse processo de mudança, quando na realidade nada muda, tudo continua como sempre esteve!!!

setembro 24, 2014 Posted by | Acesso Aberto, artigo, Política OA | 8 Comentários

Europa estabelece medidas concretas em direção ao Acesso Livre e Open Data

Nas duas ou três últimas semanas, a Europa anunciou o empreendimento de dois projetos voltado para fortalecer as iniciativas de Acesso Livre naquele continente. Trata-se do FOSTER – FACILITATE OPEN SCIENCE TRAINING FOR EUROPEAN RESEARCH, e do PASTEUR40A – (Open Access Policy Alignment Strategies for European Union Research).

cropped-FOSTER_logo_final_128Ambos os projetos tem uma signficante e representativa  lista de parceiros. O primeiro, FOSTER, como a própria sigla indica, destina-se a facilitar o treinamento de pesquisadores europeus que buscam dar/obter maior impacto às suas pesquisas e  promover uma disseminação ideal aos resultados de suas pesquisas. Esse treinamento refere-se ao treinamento de instrutores com o propósito supramencionado. Em outras palavras a Comunidade Européia inicia a capacitação de especialistas em todos os seus estados-membros.

logoO segundo projeto, o PASTEUR40A, ajudará a desenvolver ou reforçar estratégias e/ou políticas de Acesso Livre,  a nível nacional de cada país membro da Comunidade Européia, facilitando a sua coordenação entre todos os estados-membro. Com esse projeto, a Europa inicia o estabelecimenoto de uma rede de centros especializados nos Estados-Membros que irão desenvolver um programa coordenado e colaborativo de atividades de apoio à formulação de políticas a nível nacional, sob a direção dos parceiros do projeto.

São medidas que mostram o papel que esses países desejam desempenhar em futuro próximo e, certamente, a um custo muito inferior aquele existente hoje. Em outras palavras, são medidas de quem quer ser protagonista da ciência moderna e não apenas o de simples usuário da informação científica. Há alguns anos atrás, quando o IBICT lançou o manifesto brasileiro em prol do Acesso Livre, o País havia dado mostra de que pretendia seguir esses mesmos passos tomados pelos europeus. Hoje, porém, devido à morosidade como as coisas aconteceram por aqui e, inclusive pelas mudanças ocorridas naquele Instituto, não se tem esperanças de que o Brasil possa desempenhar esse papel na América Latina, visto que que outros países nesta região já adotaram medidas com esse propósito e, certamente, estarão à frente do Brasil. Enfim, estamos perdendo, novamente, o bonde da história, o que é lamentável!!!

março 3, 2014 Posted by | artigo, Política OA | Deixe um comentário

RepositoriUM completa 10 anos de sucesso e pioneirismo

repositoriumComo parte das comemorações dos 10 anos do RepositoriUM, o repositório institucional da Universidade do Minho, amanhã, dia 20 de novembro de 2013 haverá Sessão Comemorativa do 10. aniversário do RepositoriUM. Ao Eloy Rodrigues e sua equipe, os nossos parabéns pela segura e contínua coordenação daquele repositório, hoje classificado em 28. lugar no World Web Ranking of Repositories. O Acesso Livre agradece a todo esse empenho e bem sucedida iniciativa que, inclusive, inspira os nossos colegas e instituições brasileiras.

As apresentações poderão ser acompanhadas por meio da web. Clique na palavra web e tenha acesso às apresentações amanhã, dia 20 de novembro de 2013,  às 15 horas, horário de Brasília.

novembro 19, 2013 Posted by | artigo, Política OA | , | Deixe um comentário

Argentina faz história aprovando lei em favor do Acesso Livre

A Argentina, por meio de seu Senado, deu exemplo, no último dia 13 de novembro, à toda a América Latina ao aprovar, por unanimidade,  lei que obriga as instituições científicas a facilitar o acesso aos resultados de pesquisa publicadas em revistas científicas, veja mais no link Acesso Livre na Argentina.

Apesar de não se no Brasil, a gente tem uma boa sensação, pois, os nossos colegas argentinos foram mais espertos, pois, mostraram: 1) Que o legislativo argentino é mais ágil do que o legislativo brasileiro; 2) que o Ministério da Ciencia y Tecnologia argentina tem melhor entendimento que a Capes e os ministério da educação e o MCTI juntos; 3) Esse governo do PT pouco fez pela ciência, tecnologia e inovação que, ao invés de tomar uma simples decisão preferiram discursos mais eleitoreiros como a inclusão social e a inovação tecnológica; mas, à rigor o que foi feito neste País ao longo dos últimos 10 anos, em termos de Ciência, Tecnologia e Inovação? Nada tão importante que fosse digno de nota.

novembro 18, 2013 Posted by | artigo, Política OA | Deixe um comentário

Um exemplo para as universidades brasileiras

Bernard Rentier

Bernard Rentier

Foi publicado no sítio You Tube, no últido dia 22/01/2013, um vídeo protagnizado por Bernard Rentier, reitor da Université de Liège e presiente da organização Enabling Open Scholarship, uma organização dedicada às universidades e instituições de pesquisa, localizadas em qualquer parte do mundo. Trata-se de uma organização, segundo o seu próprio sítio, tem tanto o papel de ser  um serviço de informações, quanto ser  um fórum para levantar e discutir questões em torno da missão das universidades modernas e instituições de pesquisa, principalmente no que diz respeito à criação, disseminação e preservação dos resultados da investigação.

Enfim, neste vídeo, o reitor Bernard Rentier, explica as razões  e  o sucesso da implantação do repositório institucional daquela universidade, o ORBI, o vídeo traz o reitor falando, em francês, que tem legendas em inglês, vejam:

A parte mais importante deste vídeo refere-se ao fato de o próprio reitor ter se envolvido e buscado o apoio de todos os professores e pesquisadores daquela universidade. Ao buscar esse apoio, ele mostrou aos membros daquela universidade a importância do repositório ORBI.

janeiro 26, 2013 Posted by | artigo, Mandato OA, Política OA | Deixe um comentário

O relatório FINCH aponta que solução?

A reação às recomendações preconizadas pelo Comitê FINCH, inicialmente positiva, demorou um pouco, mas, finalmente, coma a firme e consistente liderança de Stevan Harnad as coisas começam a se esclarecer, veja o que ele disse em seu blog e que se encontra traduzido abaixo.

“A web é destinada a se tornar o Humankind’s Creative Commons, onde o conhecimento digital é criado em conjunto e livremente compartilhado. Esse termo em inglês poderia ser traduzido como a Criação Comum da Humanidade. No entanto, o termo Creative Commons é um jargão da área do direito autoral que caracteriza um tipo de licença que facilita aos usuários utilizar um bem conforme os termos de uma licença Creative Commons. Assim, aquele termo em  português ficaria melhor assim: Creative Commons da Humanidade.

O Reino Unido tem sido um líder no movimento global em direção ao Open Access (OA) à pesquisa científica mas, muito recentemente, a sua liderança tem sido descaracterizada pela influência conjunta do lobby da bem-intencionada indústria editorial externa, ao Reino Unido mas, prematura e contraproducente, ultrapassando-se o próprio movimento OA.

O resultado foi a extremamente contra-producente recomentação formulada pelo comitê FINCH – FINCH Comitee Recommendation – seguida por uma nova proposta de política, aderente ao OA, concebida pela RCUK – Research Councils United Kingdom que, minimiza o papel do auto-arquivamento, livre de custos, da produção científica (via Verde) em favor do pagamento de assinatura com dinheiro extra, portanto, inflacionando  as assinaturas de periódicos científicos, superando os escassos fundos de pesquisa, em troca de simples artigos OA ( via “híbrido” Dourada). A motivação é reformar a publicação e obter certos direitos de reutilização mas, o provável efeito será a resistência do pesquisador, muito pouco OA, um desperdício dos escassos fundos de pesquisa e a perda da liderança mundial do Reino Unido no movimento OA.

Ainda há tempo para se consertar a política proposta por RCUK. Tentei descrever como e porquê.”

Pelo que se deduz, após toda essa discussão, a indústria editorial científica teve influência no relatório FINH, que recomendou ações que beneficiariam prioritariamente as iniciativas da via Dourada e desczaacterizou as inicitivas da via Verde, deixando os repositórios digitais institucionais para abrigar apenas os dados de pesquisa (Open Data) e literatura cinzenta. Os repositórios institucionais podem abrigar dados e literatura cinzenta mas, não serve apenas para isto.

Não podemos esquecer que Stevan Harnad vinha defendendo a implantação da estratégia da via Verde, como sendo a principal estratégia em direção ao Open Access e no qual se deveria depositar a produção científica das instituições de ensino e pesquisa. É preciso enfatizar que a estratégia da via Verde, no Brasil, coninua sendo a mesma, a de registrar e disseminar a produção científica da instituição que o hospeda. Que as nossas instituições não se deixem envolver por essas discussões no Reino Unido e, que continuem a popular os seus repositórios institucionais com a sua produção científica. Este é o caminho para atingir o Open Access à produção científica brasileira, assim como, para aumentar a visibilidade do que o Brasil produz em termos de pesquisa científica.

agosto 22, 2012 Posted by | artigo, Política OA | , , , , , | Deixe um comentário

Segredo para o sucesso na implantação de um RI

Na entrevista do reitor da Universidaté de Liège, o Prof. Bernard Rentier enfatizou a necessidade de se estabelecer um bom mandato. Ele disse, inclusive, que o mandato estabelecido pela ULG não era propriamente um mandato, uma vez que ele não adotava nenhuma medida de repressão em caso de descumprimento do referido mandato. No entanto, ele enfatizou que o depósito no repositório institucional daquela universidade era o único critério utilizado para a avaliação dos pesquisadores por aquela universidade.

Agora, mais recentemente, a Universidade do Minho, segundo Eloy Rodrigues, adotou um novo mandato, no qual, foi também estabelecido o mesmo critério recomendado pelo Prof. Bernard Rentier, qual seja, conforme as suas próprias palavras, no Facebook: “…O que caracteriza a nova política da U.M., tal como a de Liégè, é o facto do depósito no repositório estar ligado e ser usado como ferramenta e condição para reportar e avaliar a produção científica dos autores e dos centros de pesquisa e departamentos.” Assim, com esse novo mandato, os resultados começaram a aparecer, segundo Eloy:

“Os resultados da nova política de auto-arquivo da UM: Já foram depositados mais de 1900 documentos no RepositóriUM desde o início de 2011, mais do que o registado em cada um dos anos de 2006 a 2010. E comparando com o mesmo período de 2010 (Janeiro a Julho), já foram depositados 2,7 mais documentos, por 2,5 vezes mais jogadores. Temos razões para acreditar que 2011 será um excelente ano para o RepositóriUM.”

O termo utilizado por Eloy “jogadores” é uma referência aos autores; Eloy por um ato falho se equivocou na hora de anunciar o feito no Facebook. Mas, nada que dificulte o entendimento.

Este é um exemplo, somado ao da Université de Liège, que comprova o fato de que a adoção de um mandato é o segredo para o sucesso de um repositório institucional. A propósito, é bom que se diga, o PLS 387/2011 propõe algo semelhante tanto para as universidades quanto para as agências de fomento, a nível nacional.

A aprovação do PLS 387/2011 certamente contribuirá para que repositórios institucionais brasileiros registrados no OpenDOAR tenham maior fluxo no depósito e registro da produção científica e, evitará que repositórios de universidades como a UFSC ou a UFSe, não permaneçam com 4 e 5 registros, respectivamente, desde os seus cadastramentos no OpenDOAR. Por isto a necessidade de aprovação imediata do PLS 387/2011. No caso dessas duas universidades, certamente, há outros problemas de gerenciamento, pois, não acredito que a falta de uma política seja responsável por tão baixa aliementação. A propósito, reitero o apoio de todos a este projeto de lei assinando a petição pública aqui. Se vc tem twitter, aproveite e entre na campanha do acesso livre, divulgando-a com o hashtag #openaccessbrasilja.

julho 28, 2011 Posted by | Política OA | , , , | Deixe um comentário

OA: as esperanças se renovam no Brasil

Senador Rodrigo Rollemberg

No dia 05/07/2011 o senador apresentou um novo projeto de mandato aderente à via Verde do Open Access à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado Federal. Aqueles que quiserem acompanhar a sua tramitação, utilizem o seguinte link:

http://www.senado.gov.br/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=101006.

O projeto de lei recebeu a denominação: PLS 387/2011.

É uma nova esperança para o OA no Brasil. Vamos trabalhar no sentido de acelerar a sua aprovação. Desde ontem, dia 06/07/2011, o referido projeto encontra-se em processo de espera por emendas. Portanto, este
é o momento para aperfeiçoarmos o referido PLS. Clique aqui para ter acesso ao texto integral do PLS 387/2011.

Aproveito este post para fazer um agradecimento público ao senador Rodrigo Rollemberg e a sua assessoria. Aliás, um agradecimento especial ao seu assessor Rodrigo Dourado, que tem me contatado com frequência e me colocado a par de todo o encaminhamento. A sorte está lançada!

julho 7, 2011 Posted by | Mandato OA, Política OA | , , , , , | Deixe um comentário

   

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