Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Repositórios Institucionais no Brasil

Fazendo uma rápido passeio pelo sítio OpenDOAR, verifica-se que existem, hoje (26/10/2012), 50 repositórios institucionais no Brasil, registrados naquele sítio, dos quais apenas 32 parecem referir-se a reais repositórios institucionais. Ou seja, constituem-se em repositórios onde se prevê o armazenamento da produção científica da instituição.  Entre os 50 repositórios, há uma diversidade de repositórios, dos quais, em parte, alguns podem até referir-se a iniciativas que registrem e armazenem parte da produção científica como, por exemplo, teses e dissertaçõees. Dentre esses registros encontram-se a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRN, a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade Federal do Maranhão, o Repositório de Teses e Dissertações da UFPB. Além desse tipo de iniciativa, existem outras como a Brasiliana/USP, que é uma biblioteca digital genérica e que tem outros propósitos diversos do objetivo principal dos repositórios institucionais, que é o armazenamento da produção científica institucional.  Por produção científica institucional entende-se, como sendo aquilo que é resultados das pesquisas realizadas por um pesquisador, professor ou aluno de universidade.

Uma outra constatação, analisando as iniciativas cadastradas naquele sítio, verifica-se, por exemplo o registro de um repositório com a denominação JOBIM, que na realidade trata-se de um repositórios pertencente ao Instituto Antonio Carlos Jobim, que fornece acesso aos trabalhos do maestro Antônio Carlos Jobim, que nesse caso difere de um repositório institucional. Este trabalho tem a sua importância mas, em um outro contexto. Entretanto, esse trabalho não se encaixa no propósito do OpenDOAR que, se pretende registrar os repositórios institucionais, que tem um outro conceito, que é o de registrar a produção científica de uma instituição. Ou seja, os resultados provenientes de pesquisas científicas realizadas por pesquisadores de uma determinada instituição.  Existem, claro, outras discrepâncias que não comentarei por questões pessoais e institucionais.

Assim, o que pude registrar em termos de crescimento de repositórios institucionais, no Brasil, será apresentado no quadro abaixo:

Nesse quadro se pode ver tanto repositórios institucionais desenvolvidos, com o apoio do IBICT/FINEP, quanto outros repositórios  institucionais de instituições que não receberam tal apoio. No gráfico verifica-se uma grande quantidade de instituições que registraram os seus repositórios mas, aparentemente, não houve progressão dado que os referidos repositórios têm menos de 300 registros. Assim, para uma melhora avaliação, refaço o gráfico acima, apenas, com os repositórios que tenham 300 ou mais registros, vejam como ficou o gráfico.

Dentro de 6(seis) meses farei uma novo post com um novo gráfico mostrando a evolução desses repositórios e, nesse caso, usarei o mesmo procedimento, não incluirei os repositórios que tenham menos de 300 registros. É preciso adotar medidas qualitativas para avaliar a construção de repositórios institucionais no Brasil. Os dados apresentados referem-se à informação existente no sítio OpenDOAR e que foi coletado no mês de outubro de 2012. Um ou outro dado, segundo o OpenDOAR foi coletado em datas anteriores mas, todos referem-se ao ano de 2012. Apesar das discrepâncias em termos de tamanho dos repositórios, o gráfico mostra que existem pelo menos 3 instituições, onde se faz o depósito de forma corrente, que são: EMBRAP, UNESP e UFRGS. Todas com um quantitativo de registros acima de 30 mil registros em seus repositórios.

 

 

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outubro 26, 2012 - Posted by | artigo | , , ,

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