Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

O relatório FINCH aponta que solução?

A reação às recomendações preconizadas pelo Comitê FINCH, inicialmente positiva, demorou um pouco, mas, finalmente, coma a firme e consistente liderança de Stevan Harnad as coisas começam a se esclarecer, veja o que ele disse em seu blog e que se encontra traduzido abaixo.

“A web é destinada a se tornar o Humankind’s Creative Commons, onde o conhecimento digital é criado em conjunto e livremente compartilhado. Esse termo em inglês poderia ser traduzido como a Criação Comum da Humanidade. No entanto, o termo Creative Commons é um jargão da área do direito autoral que caracteriza um tipo de licença que facilita aos usuários utilizar um bem conforme os termos de uma licença Creative Commons. Assim, aquele termo em  português ficaria melhor assim: Creative Commons da Humanidade.

O Reino Unido tem sido um líder no movimento global em direção ao Open Access (OA) à pesquisa científica mas, muito recentemente, a sua liderança tem sido descaracterizada pela influência conjunta do lobby da bem-intencionada indústria editorial externa, ao Reino Unido mas, prematura e contraproducente, ultrapassando-se o próprio movimento OA.

O resultado foi a extremamente contra-producente recomentação formulada pelo comitê FINCH – FINCH Comitee Recommendation – seguida por uma nova proposta de política, aderente ao OA, concebida pela RCUK – Research Councils United Kingdom que, minimiza o papel do auto-arquivamento, livre de custos, da produção científica (via Verde) em favor do pagamento de assinatura com dinheiro extra, portanto, inflacionando  as assinaturas de periódicos científicos, superando os escassos fundos de pesquisa, em troca de simples artigos OA ( via “híbrido” Dourada). A motivação é reformar a publicação e obter certos direitos de reutilização mas, o provável efeito será a resistência do pesquisador, muito pouco OA, um desperdício dos escassos fundos de pesquisa e a perda da liderança mundial do Reino Unido no movimento OA.

Ainda há tempo para se consertar a política proposta por RCUK. Tentei descrever como e porquê.”

Pelo que se deduz, após toda essa discussão, a indústria editorial científica teve influência no relatório FINH, que recomendou ações que beneficiariam prioritariamente as iniciativas da via Dourada e desczaacterizou as inicitivas da via Verde, deixando os repositórios digitais institucionais para abrigar apenas os dados de pesquisa (Open Data) e literatura cinzenta. Os repositórios institucionais podem abrigar dados e literatura cinzenta mas, não serve apenas para isto.

Não podemos esquecer que Stevan Harnad vinha defendendo a implantação da estratégia da via Verde, como sendo a principal estratégia em direção ao Open Access e no qual se deveria depositar a produção científica das instituições de ensino e pesquisa. É preciso enfatizar que a estratégia da via Verde, no Brasil, coninua sendo a mesma, a de registrar e disseminar a produção científica da instituição que o hospeda. Que as nossas instituições não se deixem envolver por essas discussões no Reino Unido e, que continuem a popular os seus repositórios institucionais com a sua produção científica. Este é o caminho para atingir o Open Access à produção científica brasileira, assim como, para aumentar a visibilidade do que o Brasil produz em termos de pesquisa científica.

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agosto 22, 2012 - Posted by | artigo, Política OA | , , , , ,

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