Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

O relatório FINCH e suas repercussões

Richard Poynder

O jornalista e blogueiro Richard Poinder fez uma entrevista bem esclareccedora com o arquievangelista Steven Harnad sobre o relatório FINCH, leia a entrevista, em inglês, aqui.

A entrevista é longa e não será traduzida inteiramente neste espaço. Farei, no entanto, a tradução de parte da matéria de Richard Poynder que introduz a entrevista com Stevan Harnad.

Coforme escreveu, Richard Poynder, em matéria introdutória:

“Quando, em 16 de julho, próximo passado, o Research Councils of United Kindom (RCUK), publicou sua política atualizada sobre a acesso aos resultados de pesquisa científica (Policy on Access to Research Outputs) o movimento Open Access (OA)  recebeu a notícia com entusiasmo. Este foi surpreendente: ao contrário das recomendações do controverso relatório  Finch (publicado um mês antes), RCUK salientou que continuaria a ver tanto a via Dourada, estratégia  OA para as publicações científicas, quanto a via Verde, estratégia OA baseada no auto-arquivamento, como estratégias similares em qualquer política de OA.

A via Dourada  e a via Vverde são as duas estratégias definidas há  oito anos atrás para se atingir o acesso livre à produção científica, quando o movimento OA nasceu, e são vistas como componentes essenciais em qualquer transição, bem sucedida, para o OA.

Por outro lado, o Relatório FINCH concluiu que a estratégia principal, a ser adotada, agora deveria ser a da via Dourada, quer através de revistas de acesso livre ou através de revistas híbridas, e que esta deve ser financiada por meio de taxas de processamento de artigo (APCs – Article Processing Charges).

Ao mesmo tempo, o relatório Finch reiterou que, era hora de rever a estratégia da via Verde do OA (a expressão utilizada por Richard Poynder é downgrade que significa regredir), e reduzir o papel dos repositórios institucionais para apenas fornecer acesso a dados de pesquisas e literatura cinzenta e auxiliar na preservação digital.

Em concordância com as propostas formuladas pelo relátório Finch, os defensores OA rapidamente concluiram que a política formulada por RCUK foi uma dádiva de Deus.

Stevan Harnad, defensor do OA de longa data, e auto-denomindo arqui-evangelista, foi  um dos primeiros a aplaudir a nova política.  Harnad, aliviado, começou  a inundar as listas de discussão com mensagens parabenizando RCUK por estabelecer uma uma política que não só desafiou o relatório Finch, mas foi mais forte do que sua política atual relativa ao OA.

Mas, como definiu Harnad, ao falar da política, e buscando convencer os mais céticos e incrédulos, ele mesmo começou a ter dúvidas. E, finalmente, ele chegou à conclusão de que  não havia outra opção senão a de retirar o seu apoio à política do RCUK – que agora ele a caracteriza como “autista”, e um “tolo, desperdiçado e contraproducente passo à trás”.

Como é que, o que à primeira vista, parecia tão desejável rapidamente tornou-se algo tão terrível? Curioso para descobrir, entrei em contato com Harnad, que me deu uma entrevista, via email e que pode ser lida no seguinte link.”

Por motivos de caráter pessoal, não farei a tradução da entrevista. Mas, ao longo desta materia, o leitor tem todos os links necessários para ter acesso à referida matéria.

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agosto 21, 2012 - Posted by | artigo | , , , , , , , , , , ,

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