Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

O Acesso Livre, aos poucos, se consolida em Países Desenvolvidos

Segundo matéria publicada no  The Guardian, no último dia 17 de julho,  recente anúncio do governo britânico informando que todas as pesquisas financiadas pelo Reino Unido serão  livremente acessíveis, dentro de dois anos, considerada “a mais radical reformulação  nas  publicações acadêmicas desde a invenção da Internet”.  Não se trata de nenhum exagero: a “web” finalmente alcançará o seu objetivo inicial: o livre intercâmbio na pesquisa científica. A recompensa é incalculável: como um guia, a decisão do projeto Genoma em tornar os seus resultados livremente acessíveis permitiu uma economia de cerca de 200 vezes o custo do referido projeto.  Como os resultados foram previamente disponibilizados apenas no meio acadêmico para usos que ainda  inimagináveis, pode-se esperar por avanços significantivos na medicina, educação e indústria.

Mas, a notícia é ainda melhor do que o anúncio sugere. O anúncio do governo é uma resposta ao relatório FINCH, que indica que o custo para transição para o ecossistema do acesso livre  custará entre 50 a 60 milhões de libras  ao ano. Em regiões onde a resposta ao anúncio do governo não é entusiástica, se explica pelo fato de ser necessário um orçamento extra para as dotações existentes.  Mas, estes custos são bastante exagerados. O verdadeiro custo deve girar em torno dos 10 milhões de libras. Enfim, a discussão é longa e os leitores deste blog poderão se inteirar melhor sobre essa matéria clicando aqui.

A conclusão a que se chega, mostrada por esta matéria do “The Guardian”,  é que o Open Access tende a se consolidar, principalmente, em países sérios, cujos dirigentes se preocupam com a comunidade científica e com o seu acesso à informação científica mediante uma utilização consciente dos recursos públicos. É uma pena perceber que Países com menor poder aquisitivo não tem se preocupado com buscar soluções de baixo custo para o acesso à informação científica. Em contrapartida, verifica-se Países com o Reino Unido, os EUA e a própria comunidade européia discutindo e estabelecendo medida para o acesso livre à informação científica.  O Reino Unido mostra, assim, algo mais que se pode aprender, do que apenas os bem sucedidos resultados das provas olímpicas. O tempo passa e não se pode aguardar as olimpíadas de 2016 para tomar alguma atitude. Para tanto, nem é preciso viajar até aquele belo e interessante País.
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agosto 2, 2012 - Posted by | artigo | , , , ,

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