Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Pula-pula: por que os pesquisadores ainda tentam boicotar ao invés de teclar?

Tomo a liberdade de traduzir um dos posts de Stevan Harnad (SH) em seu blog Open Access Archivangelism. Antes de iniciar o texto de SH, devo esclarecer que ele utiliza frequentemente o termo TECLAR para designar o procedimento de auto-arquiovamento de artigos em repositórios institucionais, por parte dos autores. Segue o referido post em português.

Enquanto a comunidade científica global está novamente ocupada, de forma indignada, com um novo boicote contra os editores, eu continuo fascinado pelo “folclore do teclar”.

“Por que 34.000 pesquisadores, em 2000, boicotaramm os periódicos científicos, caso estes não permitissem o livre acesso aos seus artigos – quando os próprios pesquisadores poderiam fornecer Acesso Livre (OA) para os seus próprios artigos  auto-arquivando-os em seu próprio sítio institucional? ”

Não apenas 100% OA teria sido alcançado  por meio de auto-arquivamento, por parte do autor,  conforme  1994, mas mais de 90% de todas as revistas científicas  (publicadas por cerca de  65% de todos os editores de revistas científicas) já deram a sua luz verde explícita a alguma forma de auto-arquivamento, por parte dos autores – com mais de 60% de todos os periódicos, incluindo Elsevier – dando aos seus autores a luz verde para a auto-arquivamento da versão final dos artigos científicos  (“postprint”) imediatamente após a aceitação para publicação …

Então, por que os pesquisadores ainda tentam boicotar ao invés de teclar (auto-arquivar os seus artigos científicos), considerando ainda que foram perdidos desnecessáriamente uma dúzia de anos de acesso à pesquisa e impactos (as estratégias e iniciativas do OA somam 12 anos de existência).

Nós encontramos o inimigo, Pula-pula, e não é a Elsevier.

(E é por isso que os mandatos/políticas de Acesso Livre são necessários; apenas boicotar os editores não é suficiente.)

Vejam que Steve Harnad se posiciona de forma clara, opondo-se a qualquer tipo de boicote aos editores. Verifica-se o seu pragmatismo nessa batalha: é mais eficiente que toda a comunidade científica se una em torno da estratégia da via Verde e efetivamente criar e manter os repositórios institucionais, estabelecendo as políticas/mandatos de Acesso Livre do que fazer boicotes. Vejam que ele sequer faz menção à via Dourada.

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fevereiro 14, 2012 - Posted by | artigo | , , , , , ,

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