Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Segredo para o sucesso na implantação de um RI

Na entrevista do reitor da Universidaté de Liège, o Prof. Bernard Rentier enfatizou a necessidade de se estabelecer um bom mandato. Ele disse, inclusive, que o mandato estabelecido pela ULG não era propriamente um mandato, uma vez que ele não adotava nenhuma medida de repressão em caso de descumprimento do referido mandato. No entanto, ele enfatizou que o depósito no repositório institucional daquela universidade era o único critério utilizado para a avaliação dos pesquisadores por aquela universidade.

Agora, mais recentemente, a Universidade do Minho, segundo Eloy Rodrigues, adotou um novo mandato, no qual, foi também estabelecido o mesmo critério recomendado pelo Prof. Bernard Rentier, qual seja, conforme as suas próprias palavras, no Facebook: “…O que caracteriza a nova política da U.M., tal como a de Liégè, é o facto do depósito no repositório estar ligado e ser usado como ferramenta e condição para reportar e avaliar a produção científica dos autores e dos centros de pesquisa e departamentos.” Assim, com esse novo mandato, os resultados começaram a aparecer, segundo Eloy:

“Os resultados da nova política de auto-arquivo da UM: Já foram depositados mais de 1900 documentos no RepositóriUM desde o início de 2011, mais do que o registado em cada um dos anos de 2006 a 2010. E comparando com o mesmo período de 2010 (Janeiro a Julho), já foram depositados 2,7 mais documentos, por 2,5 vezes mais jogadores. Temos razões para acreditar que 2011 será um excelente ano para o RepositóriUM.”

O termo utilizado por Eloy “jogadores” é uma referência aos autores; Eloy por um ato falho se equivocou na hora de anunciar o feito no Facebook. Mas, nada que dificulte o entendimento.

Este é um exemplo, somado ao da Université de Liège, que comprova o fato de que a adoção de um mandato é o segredo para o sucesso de um repositório institucional. A propósito, é bom que se diga, o PLS 387/2011 propõe algo semelhante tanto para as universidades quanto para as agências de fomento, a nível nacional.

A aprovação do PLS 387/2011 certamente contribuirá para que repositórios institucionais brasileiros registrados no OpenDOAR tenham maior fluxo no depósito e registro da produção científica e, evitará que repositórios de universidades como a UFSC ou a UFSe, não permaneçam com 4 e 5 registros, respectivamente, desde os seus cadastramentos no OpenDOAR. Por isto a necessidade de aprovação imediata do PLS 387/2011. No caso dessas duas universidades, certamente, há outros problemas de gerenciamento, pois, não acredito que a falta de uma política seja responsável por tão baixa aliementação. A propósito, reitero o apoio de todos a este projeto de lei assinando a petição pública aqui. Se vc tem twitter, aproveite e entre na campanha do acesso livre, divulgando-a com o hashtag #openaccessbrasilja.

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julho 28, 2011 - Posted by | Política OA | , , ,

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