Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Sessão Defesa do OA: Conversa, Tendências Emergentes e Integração

O workshop OAI7 promoveu uma mesa de debates sobre defesa do OA, ou simplesmente, Advocacy OA, na qual participarão três especialistas: Monica Hammes, William J. Nixon e Heather Josef. Uma síntese da sessão pode ser acessada aqui, em inglês, que foi publicado por Katarina Lovrecic, hoje 29/06/2011. Neste post farei a tradução apenas do resumo apresentado por Monica Hammes.

Hammes abre a sessão dizendo: “Existem 10 mil universidades e apenas 124 mandatos,”.
“O problema é que o que os repositórios institucionais (RI) oferecem não parece ser útil, e o que é útil não é oferecido pelos RIs.”

“Nós na realidade não precisamos de mandatos” concorda-se, “mas nós precisamos testemunhar o compromisso de todos os atores.” A adoção de políticas de OA permanece como principal desafio para o movimento OA, como definido por Peter Suber, e a responsabilidade pela disseminação é da universidade.

“Defender o OA é um esforço sustentado para aumentar a sensibilização,” relembra-nos Hammes, “um processo de conversão passiva em ação sistemática. A idéia de tornar os resultados de pesquisa disponíveis livremente repercute em outras agendas.”

Ela continua: “você precisa seguir o debate sobre OA, não apenas adotar a via verde, mas acompanhar todas as coisas que estão evoluindo e acontecendo.”. Ela refresca a nossa memória relembrando os 6 fatores críticos de sucesso para um mandato:

1) Criar boas propostas a todos os interessados, que abordarão seus conceitos de valor de acordo com suas preocupações ao longo do tempo.
2) O seu repositório deve ser mais do que um lugar para armazenamento;
3) A implementação do mandato deve ser bem preparada
4) A defesa/marketing/divulgação/publicidade/lobby contínuo é um trabalho de venda sem fim;
5) O tempo e seu controle são críticos;
6) Mantenha-se em contato com os novos desenvolvimentos em Comunicação científica.

“Pesquisadores na verdade pensam principalmente em si mesmos e em suas carreiras” isto é crucial reconhecer, “e algumas de suas preocupações tornam-se barreiras reais tais como a falta de sensibilização e informação correta, acreditam que o auto-arquivamento infringe o copyright e, portanto, é ilegal. Eles não pensam que o OA, peer review e o alto fator de impacto caminham juntos, e na maioria dos casos os postprints fazem falta. Finalmente, a prática do OA interfere em práticas tradicionais dos acadêmicos.

Para aproximá-los (os acadêmnicos) melhor, precisamos mudar a conversa:

• Mostrando boas estatísticas;
• Baixar o nível de participação, ou seja, envolver estudantes e não apenas PhDs;
• Esclarecer e aconselhar sobre copyright;
• Deixe pessoas negativas em paz;
• Encontre-os em seus diferentes papéis (esclareça suas dúvidas e preocupações);
• Mostre conversas sobre open access com importantes figuras públicas.

“Para os gestores de universidade, estes precisam entender melhor as questões legais como o custo e a sustentabilidade de um programa OA,” Hammes relembra “leitores necessitam ser reconhecidos agora como importante interessado, nós precisamos inundá-los com informação confiável, fornecendo-lhes links para documentos e materiais, permitindo-lhes pesquisar, usar ferramentas, comentar… Finalmente, precisamos engajar os estudantes – eles são a nova geração de autores, e para alcançá-los nós precisamos ser mais criativos e usar panfletos, posters, cartões postais, agendas, bottons, campanhas via email, eventos multimidiáticos, competições e outras opções divertidas.

Defender o OA é um tarefa de venda sem fim, “ Hammes conclui, “Mudar é inevitável e entusiasmo é contagiante.

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junho 30, 2011 - Posted by | Evento | , , ,

2 Comentários »

  1. Thank you for your translation and for sharing the new ideas about open access movement.

    Comentário por InTechWeb | junho 30, 2011 | Responder

    • You’re welcome.

      Comentário por Helio Kuramoto | junho 30, 2011 | Responder


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