Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Elsevier & IOP continuam verdes e angelicais: ignorem as cláusulas incoerentes.

A propósito das recentes modificações efetivadas pelas editoras Elsevier e IOP em suas políticas OA, Stevan Harnad, publica em seu blog, um post para esclarecer as referidas modificações. Pelo que foi publicado, não se trata de nada substancial ou preocupante. Tentei fazer uma tradução do post com o propósito de acalmar os autores que publicam nas revistas dessas editoras. Desculpem-me por eventuais erros de tradução, a linguagem é meio complicada. Leiam-na abaixo:

Vou tentar explicar da forma mais breve e simples possível, na esperança ardente de que será lida, entendida e posta em prática pelos autores e suas instituições:

Uma editora verde é aquela que permite/endossa o auto-arquivamento, por parte do(s) autor(es) da versão final do artigo(mas não a versão de registro do editor), livre para todos na web, imediatamente após a sua aceitação para publicação.

Isso é tudo o que leva uma editora a tornar-se verde (e, sentar-se, ao lado dos anjos).

Na nova linguagem que alguns editors verde adotaram, recentemente, em seus contratos para transferência de copyright, foram adicionados algumas condições, baseada em três critérios. Nem todos os editores verdes adicionaram as três condições. (Elsevier, por exemplo, adicionou duas delas, IOP adicionou as três), mas não importa, porque todas as três condições são incoerentes: elas não possuem qualquer substância legal, lógica, técnica ou prática. A única coisa que uma pessoa sensível pode e deve fazer é ignorá-las.

Seguem-nas (a forma textual pode variar, mas discutirei a essência das questões):

1) Você pode auto-arquivar a versão final do seu manuscrito (artigo submetido e aprovado), imediatamente após o aceite para publicação, livre para todos – mas você somente pode fazê-lo no seu sítio web institucional pessoal, não no seu repositório institucional.

Esta distinção é completamente vazia. O sítio web institucional e o repositório institucional são apenas instâncias diferentes no disco do servidor onde se encontram armazenados, com nomes diferentes.

2) Você pode auto-arquivar a sua versão final do manuscrito na web, imediatamente após o aceite para publicação, livre para todos – mas você não pode fazê-lo onde há “distribuição sistemática.”.

Ora, todos os sítios web são sistematicamente coletados pelo google e outros search engines, e é assim que a maioria dos usuários buscam e acessam.
(Eu penso que os redatores desta condição absurda tinham em mente que você não poderia depositar o seu artigo em um sítio que pudesse reconstruir sistematicamente o conteúdo de uma revista. Eles estão perfeitamente corretos sobre isto. Mas, um repositório institucional certamente não faz isso; ele simplesmente mostra os artigos dos seus autores, que são arbitrariamente uma fração de alguma revista, em particular. Se existe alguém que publica pode, e deve, ir atrás, este alguém são os coletadores de metadados (harvesters), de terceiros, que reconstroem o o inteiro teor da revista.)

3) Você pode auto-arquivar a versão final de seu manuscrito na web, imediatamente após o seu aceite para publicação, livre para todos – mas, não se você for obrigado por meio de mandato (ou seja, você pode, mas se você deve, você não pode).

Se alguém estiver disposto a gastar mais tempo com essa bobagem que o tempo que levou para ler este post, então eles merecem tudo o que está vindo (e não vindo) a eles.

Aos autores que publicam em revistas da Elsevier e IOP: simplesmente continuem auto-arquivando em seus repostiórios institucionais, como antes, e ignorem essas três condições idiotas, que seguramente não contém nada de essencial.

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junho 23, 2011 - Posted by | conceitos | , , , , ,

2 Comentários »

  1. É incrível o que inventam para assustar os autores e coagi-los a tirar de circulação o conhecimento que produzem…
    obrigada por mais este post.

    Comentário por acrisfm | junho 24, 2011 | Resposta

    • Pois é, o OA participa de uma verdadeira guerra contra os editores científicos. E, esta foi apenas mais uma batalha. O jogo continua, aliás, a guerra continua.

      Comentário por Helio Kuramoto | junho 24, 2011 | Resposta


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