Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Enabling Open Scholarship – Parte IX – Entrevista concedida pelo reitor Bernard Rentier ao jornalista Richard Poynder

RP: Você também é presidente da organização Enabling Open Scholarship (EOS), que foi lançado em setembro de 2009. Qual é o propósito e missão da EOS, e quais os resultados obtidos até hoje?
BR: A EOS se propõe a convencer os dirigentes universitários de todo o mundo da necessidade do acesso livre (OA) e ensiná-los a como proceder.
Além de algumas “conversões” não temos tido muito sucesso, até agora. Mas só muito recentemente a EOS tornou-se pessoa jurídica de direito belga (na verdade, o processo não está totalmente concluído até o momento), então as nossas actividades têm sido um pouco limitadas até esta dara.

RP: O que os dirigentes de universidade precisam saber sobre o OA, e como a EOS procede?
BR: Eles têm que entender o quanto é importante, para a sua instituição, se libertar do pesado fardo de pagar demais para manter as coleções de revistas científicas em suas bibliotecas, especialmente à luz da atual explosão nos preços de assinaturas dessa publicações.
E eles têm que entender que seus pesquisadores produzem, controlam a qualidade e consumem conhecimento. Mas enquanto esses pesquisadores contribuem em todas as três etapas do processo, as instituições acabam pagando pelo conhecimento, pelo menos duas vezes.

RP: Você quer dizer que as instituições de pesquisa (muitas vezes financiadas pelos governos) criam o conhecimento, em primeiro lugar, seus pesquisadores, então, produzem os documentos e realizam a revisão pelos pares, mas as instituições têm que comprar de volta o conhecimento dos editores na forma de assinaturas de revistas?
BR: Exatamente! Os dirigentes de universidades também precisam perceber que a Via Verde do OA é o caminho para se alcançar a Via Dourada do OA. E eles devem ver o benefício para os seus pesquisadores e para a sua instituição ao colocar à sua disposição, uma vitrine para o seu trabalho, depositando-os em seus RI. É inconcebível nos dias de hoje que uma instituição possa permanecer Inconsciente da maioria da produção de suas próprias pesquisas publicadas. Nenhuma fábrica iria aceitar isso. Aqueles que não têm interesse em OA, por si só, deveriam pelo menos ver o valor em uma universidade da manutenção de um inventário do trabalhos que produz.
Finalmente, eles devem compreender que o RI pode agregar uma grande contribuição para a reputação da sua instituição.

RP: Que tipo de resposta que você obtem de suas contrapartes em outras universidades, quando você fala a eles sobre o OA?
BR: Cinco anos atrás, eu costumava ter uma recepção muito positiva. Eu diria que era barulho demais – e para que benefício?
Hoje, no entanto, há um grande interesse – na Bélgica, França, Itália, Espanha e Portugal, até o momento.
Outros reitores e vice-chanceleres devem agora todos se unirem para que o movimento torne-se irresistível.

Anúncios

junho 16, 2011 - Posted by | Entrevista | , , , , , , , ,

1 Comentário »

  1. […] a implantação da estratégia da Via Verde em sua universidade, ele é hoje o presidente da EOS – Enabling Open Scholarship, uma organização não governamental criada para convencer reitores e outro dirigentes a aderirem […]

    Pingback por Uma verdadeira aula sobre o acesso livre ou simplesmente OA | Blog do Kuramoto | junho 22, 2011 | Responder


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: