Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Entrevista, em português, de Bernard Rentier ao jornalista Richard Poynder, Parte III – Como começou…

A seguir, finalmente, a entrevista propriamente dita:

RP: Qual a sua função na Universidade de Liège?
BR: Eu sou o reitor, ou seja, algo como vice-reitor e presidente do Conselho ao mesmo tempo.

RP: Você poderia dizer alguma coisa sobre a Universidade de Liège (ULG), tais como: número de estudantes, número de professores, interesses em pesquisa, etc?
BR: A universidade tem 20.000 alunos, e é uma universidade completa. Existem 11 faculdades e 4.500 funcionários, dos quais 600 são professores.

Além disso, temos também um hospital universitário (com outros 4.500 funcionários). E temos ainda a única faculdade de Medicina Veterinária na parte francofônica da Bélgica.

No total há 2.800 professores na ULG, com mais ou menos 1000 no hospital universitário. Nossa pesquisa é excelente, e nos especializamos em tecnologia espacial, biotecnologia, medicina, ciência ambiental, agronomia e medicina veterinária.

RP: Você é um defensor do OA (Acesso Livre). Quando você se tornou defensor, e por quê?
BP: Eu me interessei pelo tema em 1997, quando me tornei vice-reitor e fui encarregado da política de pesquisa científica e das bibliotecas. Eu me tornei um defensor progressivamente.

RP: Então não houve um momento Eureka. Mas, talvez, tenha existido um momento no qual vc, de repente, viu a logica e a necessidade do OA?
BR: Houve definitavamente esse momento. Ocorreu logo no início quando a moça encarregada da biblioteca de ciências me contou sobre, o agora denominado, movimento OA, o qual era ainda bem recente e não havia ainda uma denominação.

RP: Em que ano isto aconteceu?
BR: Não me lembro exatamente, mas isto teria sido por volta de 1998 ou 1999.

Mas, era, imediatamente, óbvio para mim que esta era a abordagem lógica a desenvolver, especialmente, considerando a nova tecnologia que era então emergente tornava-a inteiramente possível, embora aquela tecnologia não fosse obviamente tão desenvolvida como o é agora.

RP: Os bibliotecários têm estado na vanguarda do movimento OA. Você acha que isso é porque são eles encarregados de pagar as assinaturas, sempre crescentes das publicações especializadas, ou é simplesmente porque os bibliotecários são naturalmente progressistas?

BR: Eu não quero ser tão assertivo sobre isso, ou fazer generalizações indevidas! Alguns bibliotecários são naturalmente progressistas. Certamente, nós selecionamos nosso bibliotecário chefe Thirion Paul – que foi instrumental no desenvolvimento da nossa política de documentação e idealizador da iniciativa ORBI – por causa de seu espírito progressista. Em termos mais gerais, eu diria que os bibliotecários não podem ser apenas serem progressistas: às vezes eles também têm que ter uma abordagem mais conservadora. A boa preservação exige uma abordagem conservadora. No entanto, como eu a entendo, executando um RI exige tanto respeito pelo passado, assim como, mais inovação e ousadia.

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junho 15, 2011 - Posted by | Entrevista | , , , ,

1 Comentário »

  1. Olá Professor, muito obrigado pela iniciativa de traduzir este artigo. Estou aguardando ansiosamente pelo restante da entrevista.

    Comentário por Marcos Teruo Ouchi | junho 15, 2011 | Resposta


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