Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

Open Access no mundo

Mandatos OA no mundo segundo o ROARMAP
Resolvi dar uma navegada no sítio do ROARMAP e ver a distribuição de mandatos no mundo. É preciso observar que o mandato brasileiro, apesar de ainda não ter sido aprovado, continua lá registrado. No total, existem 348 mandatos que inclui 4 mandatos internacionais estabelecidos por instituições internacionais. Vejam, abaixo, a distribuição dos 348 mandatos:

O gráfico mostra, de certa forma, a distribuição de iniciativas de acesso livre no globo terrestre. Este gráfico mostra que a África contribui com 1% dos mandatos, a América do Norte contribui com 24% dos mandatos, a América do Sul contribui com 2% dos mandatos, a Ásia contribui com 6% dos mandatos, a Europa contribui com 57% dos mandatos e a Oceania contribui com 9% dos mandatos. Como América do Norte constam apenas os mandatos registrados por instituições dos Estados Unidos da América e do Canadá. No caso da América do Sul, a Colômbia contribui com 4 mandatos, a Bolívia com um mandato, o Brasil com 1 mandato, o Peru com 1 mandato e a Venezuela com 1 mandato. Na realidade, a America do Sul contribui apenas com 7 mandatos, pois o mandato do Brasil foi arquivado pelo pela Câmara dos deputados.

É importante notar que tanto a Europa quanto a América do Norte são os continentes com maior número de mandatos. Curiosamente, são os dois continentes que dominam o mercado editorial científico. Em contrapartida, os continentes América do Sul e África do Sul são os continentes que menos mandatos registraram. Ao mesmo tempo, são continentes pobres e, a maioria dos seus países sem condições de arcar com o acesso à informação científica de que necessita. Portanto, em teoria seriam os países com maiores necessidades de acesso à informação científica.

Com relação aos países que formam o BRIC: o Brasil aparece com um mandato apenas (fictício), a Rússia com 3 mandatos, a Índia com 8 mandatos e a China com 7 mandatos. Dos países BRIC o Brasil é o que menos contribui. Qual a razão?

Por que o OA é tão fraco em países africanos e da América do do Sul? Trata-se de um bom tema para reflexão e discussão. Quem arrisca? Deixe o seu comentário.

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abril 9, 2011 - Posted by | Sem categoria | , ,

2 Comentários »

  1. Estimado Doctor no solo es débil en América del Sur también en México, los que creemos en el movimiento OA somo auténticos Quijotes peleando contra los molinos de viento, pero estamos trabajando fuerte para que en la Universidad de Guadalajara (ciudad hermana de Brasil) se implante el primer mandato!
    Saludos cordiales

    Comentário por Tere Rodriguez | abril 11, 2011 | Responder

    • Prezado Dr. Tere,
      obrigado por seus comentários. Realmente não havia nenhum mandato de instituições mexicanas registrado no Roarmap. Parabenizo a Universidad de Guadalajara por esta iniciativa. Por outro lado, incentivo a todas as universidades latino-americanas que façam parte do movimento do acesso livre, construam os seus repositórios institucionais e registrem os seus respectivos mandatos. Isto é muito importante para os nossos países, para que as pesquisas desenvolvidas em nossos países tenham visbilidade internacional e nacional.

      Cordiais saudações.
      Helio Kuramoto

      Comentário por Helio Kuramoto | abril 11, 2011 | Responder


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