Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

SEER: Qual foi o papel do IBICT?

Conforme afirmei no primeiro post desta série, no início deste século não havia nenhuma solução de software livre que os editores pudessem utilizar para tornar as suas revistas acessíveis via web.

O OJS ou SEER é um pacote de software compatível com o modelo Open Archives. Ou seja, ele já tem embutido em seu código o protocolo OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Harvest). Este modelo de interoperabilidade viabiliza ou possibilita que um conjunto de revistas seja integrado em um portal à semelhança da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Além disto, o SEER utiliza o padrão de metadados Dublin Core, padrões que proporcionam a criação de uma rede de revistas científica totalmente descentralizada e compatível com diversas iniciativas internacionais e nacionais. À época não existia nenhuma ferramenta com estas características.

Coube ao IBICT promover a sua internalização, customização, e uso no Brasil. O IBICT desenvolveu todos os esforços, dentro das suas limitações, e ofereceu diversos cursos para a formação de usuários. Evidentemente que o curso era e sempre foi gratuito, pois entendíamos se tratar de uma ferramenta de utilidade pública e queríamos divulgar e promover a conversão/implantação de nossas revistas na web. Exigíamos que a participação no curso deveria ser em dupla: um técnico de informática e o editor. Ao longo dos 6 anos subseqüentes o IBICT adotou uma política de treinamento centralizada, sem custos, com vistas à formação de usuários com o objetivo de realmente disseminar o uso dessa ferramenta. No entanto, nos últimos três anos o IBICT, devido ao seu limitado quadro de pessoal, não tem conseguido atender à totalidade da demanda de treinamentos. Em 2005, pretendíamos formar multiplicadores e designar algumas instituições que se encarregaria desse treinamento. No entanto, essa idéia jamais foi colocada em prática. Não cabe aqui discutir ou comentar as razões para a não implementação dessa idéia.

Ao contrário do que muitos possam pensar, a iniciativa de internalizar o SEER não teve o propósito de competir com o Scielo. São duas iniciativas diferentes e complementares. As ações relacionadas ao SEER vieram no contexto do movimento do acesso livre e, veio também para suprir uma necessidade: a dos editores científicos brasileiros.

Existem, hoje, mais de mil técnicos treinados. Alguns destes, com capacidade para treinar e repassar os conhecimentos e experiência sobre o uso do SEER. Com a formação, ao longo dos últimos 6 anos, de uma comunidade usuária, mesmo que informalmente, tenho dúvidas se o Instituto deva continuar mantendo o monopólito da capacitação de recursos humenos quanto ao uso e instalação do SEER. Veja no próximo post, o que penso a respeito.

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abril 15, 2010 - Posted by | Sem categoria | , ,

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