Blog do Kuramoto

Este blog se dedica às discussões relacionadas ao Open Access

A 2ª. Conferência sobre Acesso Livre ao Conhecimento

Nos dias 17 e 28 de novembro de 2006 tive a oportunidade de participar da 2ª. Conferência sobre Acesso Livre ao Conhecimento. No primeiro dia, 27 de novembro, a parte da manhã foi dedicada a dois eventos paralelos: 1) Workshop com apresentação de plataformas e serviços para alojamento de repositórios; e 2) Workshop sobre Acesso Livre em Países Lusófonos: Iniciativas e perspectivas.

Infelizmente, devido ao fato de participar do segundo workshop, não pude participar do primeiro workshop, quando foi apresentado o CDS Invenio por Diane Berkovits (CERN), Digital Commons por Júlio Anjos (Lusodoc), Digitool por João Neves (Datinfor), DSpace por Ângelo Miranda (Universidade do Minho), Eprints por Leslie Carr (Southampton University) e Fedora por Alícia Lópes Medina & Luiz Zorita (Universidad Nacional de Educación a Distancia).

No segundo workshop tive a oportunidade de apresentar o estágio atual das ações desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) relacionados aos Arquivos Abertos e ao Acesso Livre ao Conhecimento. Em seguida, Dr. Eloy Rodrigues apresentou a experiência da Universidade do Minho com a implantação do seu repositório institucional, assim como os desenvolvimentos realizados no software DSpace. Em seguida a Profa. Ana Alice apresentou um documento que representa a Carta Compromisso do Minho, na qual aqueles que o subscreveram comprometem-se a envidar esforços em favor do acesso livre ao conhecimento científico gerado pelos países de língua portuguesa.

Esse documento foi exaustivamente discutido nos últimos três meses e concluído no domingo, dia 26 de novembro de 2006.

O documento apresentado foi subscrito por diversos participantes provenientes de países de língua portuguesa. Dentre estes, destacam-se: Ana Alice Baptista, Eloy Rodrigues, ambos da Univesidade do Minho (Portugal), Hélio Kuramoto, Lena Vânia Ribeiro, Piotr Tzersniak, Sely Costa e Suzana Mueller, Tereza Basevi estes do Brasil.

A íntegra do documento será publicado, em breve, neste blog.

Em seguida, na tarde desse mesmo dia, 27 de novembro de 2006, tivemos a oportunidade assistir à abertura da Conferência, realizada pelo Magnífico Reitor da Universidade do Minho, quando foi lida a declaração do CRUP (Conselho de Reitores das Unviersidades Portuguesa) em prol do acesso livre ao Conhecimento. Logo após, seguiram palestras dos princiapais atores envolvidos nesse movimento mundial de apoio ao Acesso Livre ao Conhecimento Científico, como os que se seguem: David Prosser (Open Access and Public Policy: Developments since 2005), Stevan Harnad (Maximising and Measuring Research Impact Through Open Access Mandates Metrics), Leslie Carr (Institutional Services for Institucional Repositories), Leo Waaijers (DRIVER – Digital Repository Infrastructure Vision for European Research) e Alma Swan (Where are we, and where is there to go from here?).

A conferência continuou no dia seguinte, 28 de novembro de 2006, com as apresentações de Mark Patterson Open access publishing and the Public Library of Science), Isabel Soares Carneiro (O desenvolvimento do Projecto Scielo em Portugal – situação actual e perspectivas futuras), Joanne Yeomans (Building a successful repository: preprints, policies and procedures at CERN), Astrid Wissenburg (A política dos Research Councils do Reino Unido – Economic and Social Research Council), Pedro Oliveira (Licenças Creative Commons em Portugal e Contribuição para o Movimento Open Access) e Eloy Rodrigues (O Acesso Livre em Portugal: a actividade da Universidade do Minho e outros projectos e iniciativas nacionais).

Após assitir a todas essas apresentações, pode-se chegar às seguintes conclusões:

  • O movimento Open Access to Knowledge está consolidado, é um caminho sem retorno;
  • As ações do Ibict encontram-se totalmente de acordo com as iniciativas que vem se desenvolvendo em todos os países que apoiam esse movimento;
  • Existem cerca de 2,5 milhões de artigos científicos e a meta é tornar essa literatura científica disponível por meio do acesso livre;
  • Não basta o estabelecimento de recomendações, mas é preciso, além de uma política de acesso livre, a definição de um mandato.
  • O estabelecimento dessa política e desse mandato só pode ser conseguido por meio do convencimento dos dirigentes das agências de fomento, das instituições governamentais, em espeical as universidades e os institutos de pesquisas, além, obviamente, dos pesquisadores.
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dezembro 1, 2006 - Posted by | Sem categoria |

1 Comentário »

  1. PUBLICAR OU PERECER

    Many thanks to Dr. Helio Kuramoto for this excellent, accurate summary of the recent Open Access (OA) meeting in Portugal. I just wanted to add that I (and other OA activists worldwide, notably Eloy Rodriques of U. Minho) admire and applaud the efforts of Dr. Kuramoto and IBICT, and that I personally regret having been unable to participate in the last IBICT conference in Brazil, but promise to make every effort to attend the next one, if I am again invited! Brazil is already a leader on the “golden” road to Open Access (OA) in the Developing World, namely, OA publishing, with its admirable Scielo journals initiative; but this is definitely not enough. What is urgently needed at this time is a strong Brazilian initiative along the faster, surer “green” road to OA: OA self-archiving, and especially OA self-archiving mandates from Brazil’s research institutions and funders, exactly as summarized by Dr. Kuramoto:

    “O estabelecimento dessa política e desse mandato só pode ser conseguido por meio do convencimento dos dirigentes das agências de fomento, das instituições governamentais, em espeical as universidades e os institutos de pesquisas, além, obviamente, dos pesquisadores.”

    This was also the verdict of the recent OA congress in Bangalore, likewise attended by representatives from Brazil; its outcome, the “National Open Access Policy for Developing Countries” was precisely the one summarized above by Dr. Kuramoto.

    (I regret that I could not write this comment in Portuguese, but I try to make up for that here.)

    Stevan Harnad
    American Scientist Open Access Forum

    Comentário por Stevan Harnad | dezembro 21, 2006 | Responder


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