Blog do Kuramoto

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Análise da notícia 2: Comparação entre BDTD e Portal Domínio Público

Apesar da taxa de creescimento da BDTD ser superior à do Portal Domínio Público, no que se refere a teses e dissertações (t&d), ela poderia ser ainda maior, uma vez que, analisando no dia a dia, muitas Instituições de Ensinos Superior (IES) integradas à BDTD não alimentam regularmente as t&d nelas defendidas.

Um exemplo dessa falta de regularidade é o caso da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a qual vem mantendo apenas 14 registros, desde a implantação da sua BDTD local, há mais de seis meses. Nesta IES, certamente, muito mais t&d são defendidas mensalmente.

Seria falta de infra-estrutura tecnológica? Seria falta de pessoal técnico? Ou poderia ser alguma descontinuidade administrativa? Não se sabe ao certo.

A metodologia desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) oferece duas modalidades de alimentação: 1) por auto-depósito, ou seja, o próprio autor registra a sua tese ou dissertação (t/d) e fazem o seu upload, com uma pequena participação de funcionários do programa d pós-graduação e da biblioteca; 2) pelos técnicos das bibliotecas das IES, os quais obtêm autorização dos autores das t&d e registram os metadados, fazendo os uploads dos textos integrais das t&d.

A primeira modalidade segue um dos princípios do modelo Open Archives, que é o auto-arquivamento. Essa facilidade diminui os custos de manutenção de um repositório, uma vez que ela dispensa o suporte de uma equipe treinada em proceder a alimentação das t&d nos repositórios. Verificou-se, no início da implantação da BDTD, que essa facilidade estava dificultando a adesão das IES à BDTD. O Ibict, com o propósito de acelerar a implantação da BDTD em todas as IES mantenedoras de programas de pós-graduação, desenvolver uma segunda modalidade de alimentação, mais aderente à forma tradicional de trabalho das bibliotecas brasileiras, que é a alimentação realizada pelos técnicos das bibliotecas. Ou seja, uma alimentação centralizada na biblioteca. Curiosamente, a implantação das BDTDs locais teve maior aceitação por parte da IES.

No entanto, essa melhor aceitação se mostra hoje como um fato aparente, visto que as IES se integram à BDTD. mas não a alimentam regularmente, muito provavelmente, por falta de quadros técnicos capazes de alimentarem a BDTD regularmente. Verifica-se, na BDTD Nacional, que, além da UFMG, várias outras IES estão com um baixíssimo númerto t&d.

O auto-depósito é uma facilidade que deveria ser utilizada pelas IES, pois, ele não depende de um quadro de pessoal técnico, é o próprio autor quem faz o registro e o upload da t/d. Apesar da independência de técnicos para alimentar os registros, esta modalidade promove a implantação de um novo paradigma para a manutenção dos repositórios de t&d, independente das bibliotecas e dos técnicos de informação. Portanto, mais econômico.

Cabe, assim, ao Ibict, analisar o problema e buscar uma solução junto a essas IES que aparentemente estão integradas à BDTD.

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setembro 21, 2006 - Posted by | Sem categoria |

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